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Consumerização traz desafios ao departamento de TI

O que é a consumerização da TI? Quais impactos que ela causa na segurança das empresas? E como o gestor de TI deve se preparar para enfrentar esse fenônemo? Estas e outras questões são respondidas por Marcos Gomes Neto, gestor de sistemas da RE/MAX.

LG: O que é a consumerização da TI?

Marcos: Talvez muitos desconheçam o termo, mas com certeza é bem conhecido pelo seu fenômeno. Basicamente consumerização é o termo usado para descrever o ato das pessoas levarem ou acessarem tecnologias no trabalho que estão acostumadas a usar em casa, na rua ou em seu tempo de lazer. Como, por exemplo, o uso de telemóveis, o acesso às redes sociais e até mesmo o uso de e-mail pessoal.

LG: Em sua opinião, como essa entrada de dispositivos e acesso às redes sociais pelos empregados pode afetar as organizações e, principalmente, a área de TI?

Marcos: O uso dessas tecnologias pessoais no trabalho está mais propenso a causar algum dano quando usada por usuários mais leigos, podendo, assim, comprometer a segurança de uma rede empresarial. As redes sociais, por exemplo, estão mais vulneráveis a vírus e o uso inadequado delas pode aumentar o risco de infecção. Por isso, é sempre importante que as redes sejam utilizadas por um setor especializado, geralmente de comunicação e marketing, no caso das empresas promoverem ações de marketing digital.

LG: Na maioria das empresas, o departamento de tecnologia é conhecido pelo seu papel controlador. O que muda na filosofia da área de TI com o fenômeno da consumerização?

Marcos: Na realidade, o que muda é que o departamento de TI ficará mais rigoroso e mais controlador. Quanto maior o risco que é imposto na rede da empresa, maior é a responsabilidade do departamento de tecnologia da informação.

LG: Expandir as opções de uso de dispositivos, softwares e serviços para os colaboradores pode abrir novas brechas na segurança da organização. O que a TI deve fazer para enfrentar esse desafio, diminuindo os riscos de ataques virtuais na empresa?

Marcos: A proibição não é a melhor maneira de impedir os riscos que a consumerização pode trazer, pois poderá desencadear a desmotivação por parte dos empregados. Criar regras e conscientizar os usuários mostrando os cuidados que devem ser tomados é a melhor forma de combater os pontos negativos do fenômeno. E a área de TI, principalmente, deve estar preparada e atenta para que possa controlar e monitorar tais riscos na rede da empresa.

LG: E quanto ao suporte da empresa, você acredita que a consumerização da TI aumentará as necessidades desse serviço?

Marcos: Neste caso, o suporte será uma parte fundamental e, com certeza, irá aumentar por necessidade dos usuários. O suporte será necessário para que os usuários aprendam a atualizar seus dispositivos constantemente e instalar um bom antivírus evitando maiores problemas.

LG: Como os gestores de TI, em sua opinião, devem se preparar para lidar com essa “invasão” de novos dispositivos e serviços na rotina do trabalho de sua equipe?

Marcos: Planejando e buscando novos recursos para que as tecnologias pessoais e corporativas caminhem juntas sem prejudicar o rendimento do colaborador e nem a segurança da empresa.

Marcos Gomes Neto é Gestor de Sistemas na Master Regional da RE/MAX PR-SC-RS, maior rede de franquias imobiliárias do mundo. Técnico de Informática e especializasta em Sistemas. Atuou em empresas de arquitetura, tecnologia da informação e franchising, tendo sido o desenvolvedor do software de download e compartilhamento de arquivos K-Lite Nitro.

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