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A porta de entrada para o desenvolvimento de talentos

Mercado
17/04/2012

Ao que tudo indica, os profissionais que atuam na Vale têm ótimos motivos para comemorar. Para se ter uma ideia, só em 2012 a organização pretende investir cerca de US$ 21,4 bilhões em vários projetos que se encontram em andamento tanto no Brasil quanto no Exterior. E para dar sustentação a todos esses planos, a companhia estima que contratará 8,1 profissionais em todo o mundo, sendo 6,6 mil apenas no Brasil. E o desafio continua quando esses talentos passarem a fazer parte do quadro funcional, uma vez que existe uma estratégia para o desenvolvimento de cada pessoa contratada.

Para investir no capital humano, a Vale conta com o Portas de Entrada - uma linha de ações que inclui quatro programas: Formação Profissional, Especialização Profissional, Especialização para Projetos de Capital e Estágio. Até o momento, já foram beneficiados 11,7 mil profissionais pelo Portas de Entradas e, até o final desse ano, mais três mil colaboradores ingressarão em um desses treinamentos. No que se refere aos estagiários, a companhia pretende abrir aproximadamente 1,8 mil vagas para estudantes de nível superior e técnico.

De acordo com Desiê Ribeiro, gerente-geral de Educação e Desenvolvimento de Pessoas da Vale, cada programa possui suas características. O Programa de Formação Profissional (PFP), criado em 2003, por exemplo, é direcionado para talentos do nível médio e técnico e tem duração de 12 a 18 meses. O objetivo é qualificar jovens para o primeiro emprego em atividades operacionais e administrativas por meio de qualificação profissional técnica e de experiência prática nas áreas da Vale.

"Essa iniciativa também tem como meta promover o desenvolvimento local por meio do acesso à educação, ao emprego e à renda. No período de três a cinco meses os jovens estudam em tempo integral em instituição parceira, participando de um curso de qualificação técnica. Em seguida, os participantes adquirem experiência profissional de nove a 12 meses em uma das áreas da Vale", explica Desiê Ribeiro.

Especialização Profissional

Criado desde 2008, o Programa de Especialização Profissional tem foco no desenvolvimento de engenheiros e geólogos através de curso de pós-graduação nas áreas de mineração, ferrovia e porto, para que atuem nas regiões onde a Vale está presente. O PEP atende profissionais com três anos de formação, dura três meses com aulas em tempo integral, além de visitas técnicas às instalações da companhia. Essa prática consegue que os profissionais alinhem o conhecimento acadêmico à prática que vivenciarão no dia a dia de trabalho.

Já a avaliação ocorre através de provas e no final do curso, o participante precisa desenvolver uma monografia sobre um dos temas discutidos durante as aulas. O projeto recebe orientação do corpo docente e é entregue após o final do curso, com prazo estipulado pela Vale e pela instituição de ensino.

"Em 2010, criamos o Programa de Especialização para Projetos de Capital, que tem como principal objetivo contratar e aperfeiçoar engenheiros na gestão de projetos, considerando as práticas de mercado e a metodologia de gestão específica da Vale, para que possam atuar na implantação de projetos de capital da empresa no Brasil e outros países. A atuação na área envolve a implementação de projetos de crescimento orgânico da empresa e aumento da produtividade", comenta a gerente-geral de Educação e Desenvolvimento de Pessoas, ao acrescentar que este programa está aberto para engenheiros com até quatro anos de formação. O profissional é contratado desde o início e passa por um treinamento de alguns meses antes de ser destacado para algum projeto da empresa.

Competências comportamentais

Independentemente do programa que participe, todos os profissionais que queiram trabalhar na Vale precisam ser pontos em comum como, por exemplo: dinamismo; buscar pela alta performance; gostar de desafios; ter desejo de se desenvolver profissionalmente; e valorizar a sustentabilidade que inclui - o cuidado com o meio ambiente, com o bom local de trabalho e com as questões sociais.

Quando indagada sobre as atividades que a companhia realiza para integrar todos esses talentos, Desiê Ribeiro cita que a empresa conta com o treinamento on the job. Essa ação, que faz parte de todos esses programas, já provoca a integração, pois os participantes realizam atividades diariamente ao lado de outros funcionários. Os recém-chegados passam a ter acesso aos processos da área onde irão trabalhar e convivem com os futuros colegas. No caso do Programa de Estágio, existe também uma rota de desenvolvimento - um processo que todo estagiário deve percorrer, que visa preparar o novo talento para o trabalho.

Os mentores

Em qualquer programa da linha de programas Portas de Entrada, sempre existirá a presença de um personagem valioso para o êxito das ações de treinamento e desenvolvimento: o mentor. No caso específico do Programa de Estágio, os estudantes são acompanhados por supervisores. No Programa de Formação Profissional há a presença de um mentor que acompanha as avaliações comportamentais do participante. Ao final do curso, o profissional também passa por uma avaliação técnica.

Já no Programa de Especialização Profissional, durante a pós-graduação, os engenheiros e os geólogos recebem a orientação de um corpo docente, inclusive para apresentar a monografia no final do curso. Para os engenheiros oriundos da especialização em mineração, ao iniciar as atividades na operação, eles recebem um acompanhamento diferenciado dos profissionais designados pela Vale. Este acompanhamento garante o desenvolvimento das competências técnicas relacionadas à aplicação prática do conhecimento. E, durante o Programa de Especialização para Projetos de Capital, os engenheiros passam por um treinamento, ocasião em que são acompanhados por profissionais da própria empresa.

Benefícios

Para Desiê Ribeiro, o Portas de Entrada traz ganhos significativos para a companhia. "Com o Portas de Entrada, a empresa conta com empregados qualificados para as especificidades do seu negócio. Não só o conhecimento técnico e da metodologia de trabalho da empresa é mais amplo, como também a preocupação com a questão ambiental e com saúde e segurança, que são importantes para uma visão sustentável. Além disso, a Vale promove o desenvolvimento das comunidades onde atua. A estimativa é de que após entrar para o Programa Formação Profissional o participante eleva a renda de sua família em 60%, segundo estudo da Vale", enfatiza a gerente-geral de Educação e Desenvolvimento de Pessoas.

Por fim, ela diz que no setor mineral existe uma demanda de mão de obra especializada, principalmente nos projetos da Vale. E é um desafio atrair e reter profissionais da área e há uma necessidade de saber gerenciar essa situação. "Então os programas são essenciais, pois desenvolve e qualifica esses profissionais, alimentando a base da pirâmide, que dará a sustentação às operações da empresa", conclui.


Essa notícia foi publicada no Canal RH, em 10/04/12.


 

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