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Começando o ano com menos estresse

Mercado
08/02/2012

*Por Silvia Osso

Acabo de ouvir uma matéria do Jornal Hoje, da rede Globo, que dizia: “O Brasil é um dos campeões mundiais no consumo de medicamentos com tarja preta, que combatem a ansiedade e a depressão”. Além desta estatística, ainda temos aqueles que tomam medicamentos sem tarja, como suco de maracujá e outros medicamentos derivados dele, chás calmantes etc.

Em 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) chamou o estresse de "a doença do século 20". Já estamos no século 21 e essa doença só cresce. Recentemente, uma série de trabalhos médicos confirmou o desenvolvimento do estresse manifestando-se nas desordens ligadas ao sistema imunológico, de defesa do organismo, que vão desde o resfriado comum, passam pelo herpes, a artrite, o câncer, dependendo muito das características de vida de cada indivíduo. A mente, os sentimentos e o comportamento também podem ser afetados. Fraca capacidade de concentração, ansiedade ou medo vago, períodos de irritabilidade e perfeccionismo seguidos de depressão e letargia, são todos sinais de estresse. Outras formas de aviso incluem comportamento autodestrutivo, como comer e beber em excesso, fumar exageradamente, recorrer aos tranquilizantes e até mesmo uma propensão para sofrer acidentes.

Vimos isso frequentemente em nossas empresas, principalmente para quem trabalha nos departamentos de RH e quem convive com médicos do trabalho. Quando o assunto é estresse, o melhor a fazer é se esforçar para evitá-lo, entrando aí um enorme papel dos profissionais de recursos humanos. Que tipo de intervenção vem sendo feita em sua empresa para a redução do estresse? Como as gerências e chefias têm tratado do assunto e sido instruídas para proceder? Há palestras de conscientização? 

Quem nunca pensou que o melhor que deveria ter feito em um dia era não ter saído de casa? Discutiu com o chefe, não conseguiu entregar uma tarefa e ainda recebeu uma bronca. Felizmente, esses dias passam. Mas o que fazer quando os momentos de estresses passam de esporádicos para frequentes em nossas vidas?

As campanhas contra o estresse devem fazer parte do trabalho do RH e, neste ano, esse esforço deve fazer parte do planejamento da área. Evitar que os funcionários entrem para a estatística de tomar medicamentos controlados para redução do estresse é tarefa do RH, e também dos médicos do trabalho. Diante disso, os profissionais da área devem refletir: “Vou apenas “tapar o sol com uma peneira” sugerindo algumas dicas paliativas ou iniciar um trabalho para evitar a doença entre os meus funcionários?”

Conheça seus pontos fracos e fortes

Na prática, os profissionais devem entender que é mais eficiente olhar para si mesmo do que tentar mudar as pessoas a sua volta. O profissional deve se auto-conhecer, no sentido de entender quais são as situações que o agradam e quais aquelas com as quais não consegue lidar muito bem. Assim, é possível se precaver e otimizar as suas forças. Na prática, se você sabe que certo tipo de reunião o deixa estressado, ao se preparar para isso, você consegue evitar que o estresse o abale de forma muito intensa.

Saiba trabalhar com prazos

Se o objetivo é evitar um momento de estresse, é melhor não assumir compromissos que você sabe que não vai conseguir cumprir. As solicitações vêm de todos os lados e tudo é sempre urgente. A dica é negociar os prazos com seu gestor, pois assim você evita uma situação na qual não conseguirá cumprir o prazo, e isso o ajuda a reduz a ansiedade. Lembre-se de que nem sempre os chefes sabem o quão ocupado você está e, por isso, acabam pedindo mais e mais.
 
Quem é o ansioso?

Muitos profissionais deixam se contaminar pelo estresse alheio. A sugestão é prestar atenção na situação, entendendo que certas ansiedades não são suas, mas sim do seu colega de trabalho. Quando se analisa com cautela a pressão e as solicitações, fica mais claro saber de onde vem a ansiedade e, assim, controlá-la.

Use a pausa

O estresse nada mais é do que a soma de muitos fatores. Profissionais cansados, com sobrecarga de trabalho e que ficam por longos períodos tensos, provavelmente vão ficar estressados. A sugestão é parar em alguns momentos do dia para tomar um café, conversar, dar uma boa gargalhada, enfim, pensar em algo diferente. Não é possível controlar a forma como as pessoas vão se portar em relação a você, mas é possível você se controlar em relação a si mesmo.

Busque situação de prazer

É consenso entre os especialistas que estudam o estresse e a qualidade de vida que os profissionais devem procurar fazer no ou fora do ambiente de trabalho atividades que tragam satisfação, seja praticar um esporte, seja ir ao cinema, sair com amigos ou até fazer uma tarefa que lhe dê imenso prazer. Ninguém consegue viver o tempo todo sob tensão. Se não relaxar com frequência, isso pode resultar em estresse permanente e em outras doenças que apenas mascaram seu grau de estresse.

E aí como está sua empresa? Escreva para mim ou para a LG comentando o seu atual estado. Vamos ficar contentes em compartilhar com você esse momento.


Silvia OSSO é jornalista, palestrante e consultora de empresas. Autora do livro "Atender bem dá lucro". Conheça ainda mais sobre a autora em www.gestaodecarreira.com.br/falarh ou www.hoconsultoria.com  E-mail: siosso@uol.com.br

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