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Como implantar uma cultura de inovação em seu negócio?​

Mercado
15/12/2015

*Por Amauri Nóbrega

 Eis aqui o real problema: a necessidade não é de inovar, mas sim, implantar uma cultura inovadora.

Hoje em dia, estamos sempre falando em inovação. Quem não inova vai morrer. “Inove, para continuar o jogo”. Sim. Acredito em algumas afirmações desse tipo. Entretanto, como implantar em meu negócio um processo de inovação contínua? Eis aqui o real problema: a necessidade não é de inovar, mas sim, implantar uma cultura inovadora.

Em uma empresa pequena, ou em uma startup, é relativamente fácil envolver todo o pessoal e conseguir o engajamento para implantar uma cultura de inovação, mas nas grandes organizações, isso é mais difícil em razão dos vários processos existentes e a burocracia inerente à elas. Na maioria das vezes, elas são incapazes de competir com uma startup no que se refere a foco e velocidade. Por isso, defendo que é preciso buscar novas formas para conseguir que, mesmo as grandes, tenham uma cultura de inovação. 

Então, qual o caminho a seguir? Muitas organizações escolhem o caminho da aquisição, mas algumas erram, porque matam justamente o porquê adquiriram a empresa.

Uma ideia que muitas companhias globais e umas poucas nacionais estão utilizando, e eu acredito ser bem interessante e de custo relativamente mais baixo que o de aquisição, é a de criar a sua incubadora/aceleradora própria. E como seria isso? Você seleciona alguns talentos em sua organização, separa-os da estrutura principal, disponibiliza um valor de investimento inicial e permite que eles trabalhem com um foco específico. Desta forma, você poderá arriscar um capital menor, com um risco e escala menores e, se escolheu as pessoas certas para o projeto, terá uma grande possibilidade de êxito.
 
Gostaria de esclarecer apenas um ponto: a inovação não é apenas a criação de um novo mercado, mas também a remodelagem de um produto já existente. Na verdade, é um novo produto, uma melhoria em um processo com consequente reflexo positivo nos custos e, como resultado, um aprimoramento na capacidade de competir. 

Depois que conseguir atingir os objetivos, não jogue tudo fora anexando o sucesso à estrutura principal de maneira não muito planejada, pois você poderá correr o risco de “nadar, nadar, nadar e morrer na praia”. 

*Amauri Nóbrega é consultor executivo, palestrante, coach, escritor, conselheiro e especialista em estratégia e finanças. 

Veja mais: 

O RH como agente de inovação 

Como criar a cultura de inovação nas empresas

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