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Crise faz líderes delegarem menos

Mercado
06/06/2016

A pressão por resultados e o cenário de crise exigem que profissionais do alto escalão se aproximem mais das equipes e dediquem a maior parte do tempo à execução, para garantir entregas financeiras, segundo pesquisa da consultoria BMI.

Citada por 78% dos entrevistados, a busca pelo equilíbrio entre curto e longo prazo é um dos pontos que mais impacta a tomada de decisão dos executivos. O estudo falou com 106 profissionais de alto escalão, a maior parte CEOs e vice-presidentes, de organizações brasileiras e multinacionais de grande e médio porte." 

Para Daniel Motta, CEO da BMI, isso se manifesta de forma distinta em empresas multinacionais, onde os executivos são pressionados pela matriz a entregar resultados, e em grupos brasileiros, onde há um entendimento maior dos desafios do país, mas a pressão está presente pela proximidade com o conselho de administração. Em todos os casos, há a necessidade de entregar resultados de curto prazo para garantir a sustentabilidade de iniciativas de longo prazo. “O foco no curto dá o aval de buscar os projetos de longo. Caso contrário, é preciso parar tudo e entregar para o trimestre”, afirma Motta.

Esse contexto está obrigando os líderes a dedicarem a maior parte de seu tempo à execução, aproximando-se das equipes e focando a busca por resultados financeiros. Aumentou para 37%, contra 28% no ano passado, a quantidade de executivos que dizem estar mais próximos do time, enquanto caiu de 29% para 4% os que reportam ter entre as prioridades da liderança “fomentar autonomia com monitoramento”.

“Eles estão na linha de frente com a equipe, fazendo acontecer. Isso tem um lado bom, que é uma maior participação e um olhar mais próximo do cliente. O lado ruim é a microgestão, a perda da oportunidade para que a equipe resolva problemas e tome decisões”, diz Motta. Cerca de um quarto da energia dos líderes vai para o que a pesquisa chama de “comportamento tático”, que implica garantir a entrega do resultado de curto prazo, enquanto 14% do tempo é dedicado especificamente a entregas da própria área, sem uma visão mais ampla do resto da empresa.

Cerca de dois terços da energia dos profissionais está nesses e outros aspectos relacionados à execução, enquanto um terço é usado no que a pesquisa chama de liderança de “pactuação”. Segundo Motta, esse perfil está mais preocupado em facilitar o processo decisório, garantir colaboração entre áreas e mobilizar os outros. “Quando perguntamos o que eles gostariam de ser, eles apontam a liderança de pactuação”, diz.

Essa notícia foi publicada no site Valor Econômico, em 03/06/2016

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