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Emoções afetam desempenho profissional, tanto para o bem quanto para o mal

Mercado
27/01/2014

Não é novidade que o ser humano vive “entre a razão e a emoção”. Pesquisas feitas pela revista norte-americana Science indicam, inclusive, que o cérebro humano vive em conflito permanente entre o racional e o emocional. E no ambiente profissional não é diferente. As emoções são parte fundamental do ser humano em todos os âmbitos de sua vida.

De acordo com Meiry Kamia, psicóloga e docente em MBA Executivo de Gestão de Pessoas, as emoções têm impacto direto no comportamento humano. “Estados emocionais dão o colorido ao comportamento. Uma pessoa desanimada, por exemplo, estará sob o estado emocional da tristeza, o que fará com que ela tenha baixo desempenho no trabalho, raciocine devagar ou seja relapsa”, elenca Meiry.

“É difícil conseguir controlar estados emocionais dos funcionários”, diz a psicóloga, “mas a empresa pode minimizar situações que tendem a gerar estados emocionais negativos”. Para isso , é preciso manter a coerência entre discurso e prática. “Ter regras claras na empresa ameniza a sensação de medo e ansiedade. Além disso, o medo exacerbado gera fofocas, desconfianças e estresse”, diz a especialista. Segundo Meiry, manter o clima positivo e desenvolver bons líderes também auxiliam as empresas no controle emocional dos funcionários.

“Emoções em excesso ou descontroladas turvam o processo de elaboração racional. Isso não significa, contudo, que não haja espaço para as emoções no trabalho”, salienta Luciano Meira, vice-presidente da FranklinCovey, corporação especializada na melhoria de performance. “O ideal para a produtividade é um ambiente em que as emoções sejam integradas de modo equilibrado ao processo racional. É preciso identificar pessoas que tendem a estar quase sempre de mau humor e tratar esses casos individualmente, com apoio psicológico quando for o caso”, finaliza.

Tentando auxiliar as empresas na árdua tarefa de lidar com as emoções dos colaboradores, a consultoria de recursos humanos DMRH disponibiliza no Brasil o aplicativo Facet5, uma ferramenta de avaliação de personalidade que permite entender o perfil de cada profissional com base em cinco fatores: energia, determinação, controle, afetividade e a emocionalidade. De acordo com o teste, pessoas com grau de emocionalidade alto podem se exaltar e ter uma reação exagerada em situações de estresse ou conflito, mas geralmente são mais confiantes, positivas e dificilmente deixam algo passar desapercebido, enquanto pessoas com grau de emocionalidade baixo são mais estáveis, mas são vistas erroneamente como complacentes.

Segundo a ferramenta, os brasileiros tendem a ser mais emocionais no trabalho, quando comparados com norte-americanos, alemães e britânicos. No entanto, têm menos emocionalidade que os japoneses: enquanto os orientais tem índice 9,6, em uma escala de 0 a 10, os brasileiros têm 8,3. O Reino Unido vem atrás, com 6,2, em seguida os Estados Unidos, com 5,3, e a Alemanha, com 3,4.

 


*Essa notícia foi publicada no site Canal RH, em 16/01/2014

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