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Emprego nos EUA melhora e Obama fala em ''luz no fim do túnel''

Mercado
30/11/-1

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que os números da geração de emprego em março mostram que o país começa a ver a luz no "fim do túnel", mas advertiu que ainda persiste o desafio de que os americanos recuperem os empregos.

A primeira economia do mundo criou 162 mil empregos líquidos em março, após os números corrigidos de variações sazonais publicadas na sexta-feira pelo Departamento do Trabalho, em Washington. A cifra é a mais alta desde março de 2007, embora não tenha feito cair a taxa de desemprego, que está em 9,7%.

"Começamos a ver o fim do túnel", afirmou Obama em um discurso em uma fábrica de componentes de baterias para veículos ecológicos em Charlotte (Carolina do Norte), depois do anúncio da criação de 162 empregos em março nos Estados Unidos, dado que o presidente chamou de "alentador".

Apesar de ter afirmado "que o pior da tempestade ficou para trás", Obama advertiu que "ainda há trabalho" por fazer para recuperar a economia, já que quase 8 milhões de americanos perderam o emprego nos últimos dois anos.

"Apesar de termos avançado muito, ainda resta muito caminho a percorrer", disse.

A Casa Branca também saudou as "notícias animadoras", embora tenha alertado que a situação continua sendo preocupante.

"É óbvio que o mercado americano do trabalho continua muito afetado", disse a conselheira econômica da Casa Branca, Christina Romer.

Há quatro meses, a primeira economia do mundo alternou perdas e criações de emprego, o que levava a crer que seu mercado de trabalho se estabilizava. Em março, talvez tenha sido posto um fim a um longo ciclo de destruições de emprego que foi o mais devastador desde a década de 1930.

Os Estados Unidos perderam cerca de 8,4 milhões de postos de trabalho, ou seja, 6% de sua população empregada (fora da agricultura), desde o começo da recessão, em dezembro de 2007 até fevereiro de 2010.

Se confirmadas, estas criações de emprego finalmente farão sentir nos lares o efeito da recuperação econômica iniciada em meados de 2009, que beneficiou essencialmente empresas e acionistas, e pouco os assalariados.

"As cifras confirmam o quadro de recuperação e fazem de sua viabilidade uma aposta mais segura", comentou Steven Ricchiuto, da Mizuho Securities.

Censo

Embora a economia tenha recebido a ajuda das 48 mil contratações devidas ao início do censo decenal no país, o setor privado também deu uma contribuição decisiva.

Os economistas destacaram, em particular, a criação líquida de empregos na indústria, modesta (41 mil) porém sintomática, mostra de um restabelecimento deste setor muito afetado pela recessão.

Os serviços (mais de 85% da mão de obra não-agrícola) agregaram 121 mil empregos, enquanto a saúde mostrou um importante aumento de seus efetivos (27 mil).

"As contratações líquidas no emprego temporário, um indicador avançado do mercado de trabalho, aumentaram 40 mil em março e agora estão em 300 mil a mais com relação ao fosso de setembro de 2009, um elemento positivo para o crescimento futuro", disse, por sua vez, Aaron Smith, da Moody's Economy.com.

No entanto, a taxa de desemprego, estável em 9,7% pelo terceiro mês consecutivo, representa uma mancha neste panorama.

Os dirigentes do Fed (Federal Reserve, banco central americano) já tinham advertido que a redução desta taxa seria um processo longo, devido --entre outros fatores-- à dificuldade que os desempregados de longa data encontrar para encontrar outro trabalho e que os mais desanimados com a crise voltam a procurar emprego.

Essa notícia foi publicada na Folha Online, em 02/04/10.

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