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Empresas buscam parcerias para formar talentos

Mercado
04/01/2016

Para atrair e reter talentos, grandes companhias que atuam no Brasil criam estratégias diversas relacionadas à educação, formação e qualificação dos profissionais. O Itaú, por exemplo, oferece desde patrocínios individuais para MBAs no Brasil e no exterior até parcerias com instituições para cursos fechados de MBA in company. Nesse caso, de acordo com Sergio Fajerman, diretor da área de pessoas do Itaú Unibanco Holding, é preciso reunir cerca de quarenta pessoas com as mesmas necessidades.

As áreas que o Itaú privilegia nos cursos são gestão de risco, finanças e operações do atacado. “A seleção é feita mediante uma avaliação de resultados e potencial. Em geral, no MBA in company o banco cobre 60% dos gastos e o restante cabe ao aluno”, explica. Já no MBA internacional, o Itaú paga o valor integral do curso e o funcionário arca com as despesas de estadia.

O superintendente de operações de recursos direcionados do Itaú BBA, Hermínio Nava Dias, é um exemplo dessa política. Ele tem 44 anos e está há 23 no banco, onde começou como auxiliar administrativo. “Comecei a achar que minha formação em direito já não era suficiente. Resolvi, então, me candidatar ao programa que o Itaú mantém em parceria com a FGV para fazer uma pós em finanças”, conta. O curso durou um ano e oito meses, mas, antes mesmo do término, Dias já havia sido promovido. “Foi difícil voltar à sala de aula já casado e com duas filhas, mas valeu a pena. As dificuldades não podem ser uma barreira”, diz.

Empresas buscam parcerias para formar talentos

Já a Unilever não tem parceria formal com universidades, mas está sempre em contato com um seleto grupo de instituições para divulgar a companhia. “Os cursos de MBA são ótimas fontes de profissionais qualificados”, afirma Luciana Paganato, diretora de desenvolvimento de liderança para a América Latina. Entre as táticas da empresa está fazer um mapeamento dos brasileiros que estão nos Estados Unidos e Europa em cursos de administração, economia, marketing e engenharia de produção. “Nosso objetivo é manter um canal de conversa e averiguar se há interesse deles em retornar para o Brasil depois da formação”, diz Luciana.

Segundo Henrique Bessa, diretor da empresa de recrutamento e seleção Michael Page, ainda há pouca exigência no Brasil quando se fala em requisitos de educação. O destaque nesse sentido é a preferência do mercado financeiro por profissionais que tenham estudado fora. Em 2014, por exemplo, um banco pediu para que a empresa mapeasse todos os brasileiros de sete programas de MBA no exterior, independentemente da área.

No momento, porém, há uma retração dessa busca. “O câmbio está desfavorável. Um profissional que voltaria para cá ao fim de um curso desses teria uma faixa salarial que começa em US$ 200 mil e chega a U$ 700 mil por ano. O momento é de buscar os bons e baratos que estão no país”, diz Bessa.

Essa notícia foi publicada no site do Valor Econômico, em 30/12/2016 

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