Huma

Gente acima da média

Mercado
24/11/2014

*Por Eduardo Zugaib


Diga com quem andas que o mundo dirá quem és. Afinal o mundo, hoje, é altamente conectado, o que se reflete não apenas no comportamento individual das pessoas, como também nos relacionamentos que elas mantêm.
Estarmos conectados racional e emocionalmente com as pessoas com quem convivemos afeta diretamente a nossa personalidade, nosso temperamento, a forma como nos comunicamos, nossos desejos, enfim, o modo como nos relacionamos com o mundo. Ou seja, isso afeta o nosso comportamento.

Naqueles dias considerados normais, em que acordamos, seguimos para o trabalho, nos reunimos com nossa equipe, com clientes, almoçamos com amigos, com a família, estudamos e nos divertimos, sempre interagimos com muitas pessoas. De todas, se repararmos bem, existem cinco com as quais passamos mais tempo. São cinco pessoas que podem variar ao longo dos meses, dos anos e da vida, afetando ao nosso comportamento ao longo desses períodos.

Tente identificar quais são as cinco pessoas com quem você passa mais tempo atualmente e repare bem: hoje, o seu comportamento, os seus modelos mentais e parte de suas crenças refletem a média dessas cinco pessoas. Se elas forem pessoas com tendências à depressão e à autossabotagem, é muito provável que você também acabe o sendo. A regra vale também para companhias agradáveis, gente pra cima, na mesma proporção. Gente inteligente, que luta o bom combate continuamente na busca de realização no campo profissional, emocional e espiritual, pode fazer uma grande diferença nos resultados que obtemos nas nossas atividades, quando delas nos aproximamos.

Conviver com gente acima da média obriga-nos automaticamente a subir também a nossa própria média. Matemática pura, a serviço do nosso crescimento pessoal: quando os fatores são maiores, a média também o é. Se insistirmos em relações pouco construtivas, nossa média torna-se mais baixa. O resultado? Mediocridade, na certa.

Se tratando de criatividade, a troca de ideias é um exercício para lá de saudável. O único cuidado que devemos ter é perceber se, nas nossas relações, não estamos saindo perdendo nessa troca. Ou fazendo os outros perderem.

 

*Eduardo Zugaib é escritor, profissional de comunicação e marketing, professor de pós-graduação, palestrante motivacional e comportamental. Ministra treinamentos nas áreas de Desenvolvimento Humano e Performance Organizacional.

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