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Grupos de corrida se multiplicam nas empresas

Mercado
27/04/2011

 

A adesão de funcionários a programas de caminhada e de corrida com colegas de trabalho aumentou nos últimos cinco anos em todo o país.

A Corporate Run, prova considerada referência no circuito corporativo, teve 3.000 participantes e 500 empresas inscritas em 2005, quando realizou a primeira edição em São Paulo.

No ano passado, a prova aconteceu em três cidades (Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo) e somou 12 mil participantes e cerca de 1.230 empresas. A Pepper, organizadora da corrida, contabiliza empresas que quadruplicaram o número de inscritos nesse período.

A Corpore, que também organiza eventos esportivos, contabiliza aumento de 185% no número de empresas participantes de suas provas de corrida - - de 65 para 187 desde 2002.

Um dos motivos para esse crescimento vem das empresas. Elas observam a redução de índices de obesidade, hipertensão, colesterol alto e diabetes entre os funcionários e aumentam os estímulos à prática de atividade física.

"As doenças aumentam o absenteísmo e os custos com os planos de saúde", comenta Mario Sérgio Andrade da Silva, preparador físico da assessoria esportiva Run&Fun.

Já os funcionários ganham "disposição e energia", de acordo com Maria Teresa Melo, 35, coordenadora de projetos da desenvolvedora de software Amadeus e participante do programa de corrida da empresa.

Os grupos também estimulam o participante a aprimorar a capacidade física. "Antes, corria só para fazer uma atividade física. Hoje quero melhorar meu tempo", comenta a advogada Ana Lucia Salgado Martins Cunha, 38, do escritório Martins Chamon e Franco Advogados e Consultores e Costa, Waisberg e Tavares Paes Sociedade de Advogados.

A assistente comercial do Grupo Pão de Açúcar Carolina Silva Castro, 27, deu um salto em dois anos de participação do programa da empresa. "Fazia provas de 5 km. Agora, acabo de completar uma maratona", diz, orgulhosa.

Novos grupos

O entusiasmo de quem adere às corridas também estimula a empresa a adotar programas de prática de esportes.

Foi o caso da Siemens. Núbia Balensifer Oliveira, 60, uma das veteranas, corria havia dez anos e participou, com outros funcionários, de uma edição da São Silvestre.

"Durante a concentração, começamos a conversar sobre ter um grupo permanente", diz a veterana. Hoje os participantes que treinam três vezes por semana. "Tem gente de todos os níveis [organizacionais]", destaca.

A integração com colaboradores de outros níveis e áreas é um ponto positivo na opinião de Francisco Scagliusi, coordenador de projetos da fabricante de sistemas de automação bancária Diebold Brasil.

"A comunicação acabava sendo mais formal. Na equipe, conhecemos funcionários de vários departamentos, o que quebra o gelo no momento em que é necessário tirar uma dúvida, resolver um problema ou fazer uma solicitação", afirma.

Os grupos não devem ser, no entanto, encarados como forma de resolver todos os problemas de comunicação da empresa. "É preciso que o programa esteja alinhado com a cultura corporativa, senão o grupo começa e logo as pessoas desistem", comenta Aulus Sellmer, da assessoria esportiva 4any1.

Essa notícia foi publicada no Folha, em 23/04/2011.

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