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Liderança gentil e a felicidade no trabalho

Mercado
27/01/2014

*Por Sr. Gentileza


Mandamentos das empresas no século XXI: investir no seu capital humano, acreditar nos valores de cada um dos seus profissionais, capacitá-los, incentivar a prática da gentileza, respeitar e tolerar as diferenças. Como podem notar, o ambiente profissional é determinado por pessoas e essas são as responsáveis por manter a harmonia tão desejada. Questões de ordem prática são importantes (salário e benefícios), mas não são as únicas a garantir a saúde do clima organizacional nas empresas. Cabe também as lideranças a tarefa de identificar possíveis conflitos e saná-los com coerência e discernimento, sem causar dissabores ou alimentando mais o desconforto em problemas de relacionamento.

A gentileza não é prioridade no cotidiano das pessoas pois a rotina e intensidade das atividades não permitem isso. Por exemplo, um profissional precisa estar atento às suas tarefas diárias, além de resolver imprevistos, problemas e uma série de coisas não programadas. Sendo assim, “acha” que não tem tempo suficiente para atender a uma ligação cordialmente, agradecer por um favor prestado ou, simplesmente, elogiar o trabalho de algum colega. Essa escassez de gentileza não existe somente nas empresas. Muitas vezes, somos hostis em casa, com nossa família e amigos. A rotina de pais, mães e filhos também é muito sobrecarregada, em especial para aqueles que se dividem entre casa X trabalho e seus revezes frequentes.

É comum as pessoas esperarem que as outras tomem a iniciativa ou deem o primeiro passo para praticar a gentileza no trabalho. Porém, o que muitos não sabem, é que ser gentil – em primeiro lugar – é uma ação individual e que, após sua disseminação, torna-se coletiva. Muitos alegam ter cansado de serem gentis, pois nunca recebiam nada em troca ou eram chamados de “bobos” ou queriam “aparecer”. Hábitos gentis geram mais cordialidade, humanização, relacionamentos saudáveis, harmonia e são sempre despretensiosos. Engana-se quem pensa em retribuição imediata, pois a gentileza é despretensiosa e não espera nada em troca.

A gentileza é um conjunto de predicados e valores que se juntam e transformam nossas vidas. Posso afirmar que os mais importantes são aqueles que nos fazem pessoas melhores; em um elenco cito a solidariedade, respeito, tolerância, confiança, amor próprio, saber ouvir, bom humor, etc. como fundamentais para a saúde mental, espiritual e material. Quando somos gentis, abrimos portas para o mundo de forma que o “peso” que carregamos fique mais leve. Esse conceito de gentileza abrange uma série de atitudes e ações que nos remetem a reflexão sobre o que podemos melhorar dentro e fora do nosso “quadrado”, e isso vale para nossa vida pessoal e profissional!

Hoje, os profissionais buscam satisfação e querem encontrar no trabalho um ambiente favorável e humanizado. Ter paz para desempenhar suas tarefas é condição indispensável para o bom relacionamento interpessoal e a gentileza, claro, é uma ferramenta estratégica para isso.

Se preocupar com valores (muitos já esquecidos) como o respeito, tolerância, paciência e solidariedade e aplicá-los na liderança favorece o exercício de uma gestão e facilitam o entrosamento entre equipes. Afinal de contas, a plenitude pessoal está diretamente ligada à plenitude profissional.

Existe uma relação muito estreita entre a felicidade e atos gentis. Quando praticamos algum tipo de gentileza, liberamos no cérebro a serotonina, hormônio responsável pelo bem estar. Sempre digo nas minhas palestras que o melhor remédio para a depressão é a caridade – valor tão escasso na nossa sociedade. Ao praticar o bem, literalmente “detonamos” o pessimismo e contribuímos para um mundo melhor. O ideal é não se preocupar com algum tipo de retorno, pois muitas pessoas se queixam que são gentis, mas ficam chateadas por não serem gratificadas de imediato. Isso não importa mesmo! A gentileza é desprovida de egocentrismo e a recompensa vem do mundo e da alma. Existe coisa melhor que isso?

Bobos são aqueles que ainda não descobriram o potencial que as pessoas gentis têm. Essa ideia de “esperteza” é bem característica dos brasileiros, pois acreditam que sempre existe alguém que vai “passar a perna” e que o mundo é dos “espertos”.

É muito comum nas empresas a formação de grupos afins – principalmente na hora do cafezinho – onde podem se atualizar sobre as últimas “fofocas”. Se as pessoas podem ser “contaminadas” e alastrar o mal estar pelos corredores, o caminho de volta também pode ser percorrido. Eu garanto: basta uma pessoa gentil no trabalho e consciente de seu papel para que aconteça uma transformação.  Somente uma pessoa pode multiplicar os efeitos benéficos e realmente duradouros da gentileza. Os efeitos disso serão perceptíveis em um breve espaço de tempo e, quem sairá ganhando? A resposta é simples: você, sua equipe, sua empresa e a sociedade.


*Luiz Gabriel Tiago - Sr. Gentileza é escritor, palestrante e ministra treinamentos e jogos exclusivos sobre Gentileza Corporativa. Ganhador do Prêmio “Ser Humano 2012”, da ABRH, com o melhor treinamento do Brasil. Sr. Gentileza é autor de dois livros e diariamente dá dicas sobre os Princípios da Gentileza Corporativa em seu site www.srgentileza.com.br.

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