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Mesmo com maior escolaridade, mulheres ainda ganham menos do que os homens

Mercado
14/10/2009

 

Mesmo com maior escolaridade, as mulheres ainda têm rendimento médio inferior ao dos homens em todas as posições ocupacionais. A maior diferença de rendimento médio é na posição de empregador, em que os homens recebem, em média, R$ 3.161, enquanto as mulheres ganham R$ 2.497. A diferença é de R$ 664, o que significa que as empregadoras recebem 22% a menos do que os profissionais do sexo masculino.

A menor diferença entre os rendimentos de homens e mulheres é na posição de empregado sem carteira assinada. A constatação é da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE). O estudo também mostra que a proporção de mulheres dirigentes (4,4%) é inferior à proporção dos homens (5,9%). 

Na avaliação do IBGE o próprio fato de as mulheres terem maior escolaridade pode justificar os salários mais baixos em relação aos dos homens, na medida que ter passado mais tempo na escola pode contribuir para “um ingresso mais tardio no mercado de trabalho do que o dos homens”.

Segundo a pesquisa, em 2008, na área urbana, a média de escolaridade das mulheres ocupadas foi de 9,2 anos de estudos, enquanto para os homens foi de 8,2. Na área rural, as médias são menores, no entanto, a das mulheres (5,2 anos de estudo) também supera a dos homens (4,4 anos de estudo).

“Entre as pessoas com 12 ou mais anos de estudo (nível superior completo ou incompleto), a desigualdade entre homens e mulheres é ainda maior. Verificou-se, em 2008, que, no Brasil, de cada 100 pessoas com 12 anos ou mais de estudo, 56,7 eram mulheres e 43,3 eram homens”, acrescenta o documento.

De acordo com o IBGE, essa diferença se verifica em todos os estados brasileiros, especialmente no Maranhão, Piauí, em Sergipe, Pernambuco, no Tocantins e em Mato Grosso do Sul. O Maranhão é o estado que apresenta a maior diferença: em cada grupo de 100 pessoas com 12 anos ou mais de estudo, a média, em 2008, era de 62,7 mulheres e 37,3 homens.

O estudo mostra ainda uma taxa de atividade bastante elevada para as mulheres – de cada 100, 52 estavam ocupadas ou procurando trabalho – principalmente na faixa de 15 a 19 anos (42,5%). Essa taxa é bem superior à de países latino-americanos, como a Argentina (22,3%) e o México (24,9%), e europeus, como a Alemanha (27,8%), Espanha (24,8%) e França (11,4%).

A análise da proporção de mulheres ocupadas entre 1998 e 2008, segundo o IBGE, revela um aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho, passando de 42,0% para 47,2% no conjunto do país. “Em todos os grupos etários analisados, a taxa de ocupação das mulheres aumentou, exceto entre as meninas de 10 a 15 anos, que registrou queda de 11,5% para 6,4%, resultado de algumas políticas federais de redução do trabalho infantojuvenil”, constata o estudo.

Essa notícia foi publicada na Agência Brasil, em 14/10/2009

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