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O que esperar de um líder

Mercado
14/03/2016

*Por Eduardo Shinyashiki

Não é de hoje que as pessoas têm se conscientizado da diferença entre um chefe e um líder. A figura do primeiro é relacionada a alguém que manda, que mais delega do que conduz; já a do segundo está próxima a alguém que dá vontade de seguir, que inspira e nos ensina, que transforma o colaborador em umseguidor.

Mas ser um líder não é uma tarefa simples. A posição está condicionada a responsabilidades grandes, inclusive a de ser um exemplo para quem trabalha junto. Quando exercemos um cargo de liderança, lidamos com um fenômeno complexo, um palco onde se movimentam vários atores, na maioria das vezes com interesses distintos e finalidades não tão convergentes quanto seria o ideal, em cenários que mudam cada vez mais rapidamente a partir de vários aspectos.

Nessa cena complexa, o líder precisa colocar em sua balança inúmeros fatores que, no final, não devem pender para nenhum dos lados. É exigido dele que equilibre continuamente energia, capacidade pessoal, organização, a opinião de outros líderes e os recursos que tem à disposição.

O que esperar de um líder

Tanto quanto as habilidades práticas e técnicas aprendidas em faculdades e cursos, a capacidade e o potencial emocional dos profissionais em lidar com os outros e consigo mesmo é cada vez mais visado e requerido por quem contrata. Ocupar uma posição de liderança e ser bem-sucedido em sua carreira exige, com certeza, uma aptidão especial em lidar com os sentimentos e reações de colegas de trabalho, subordinados e superiores. Significa, também, utilizar algumas habilidades importantes, entre elas:

Autoconsciência: conhecimento das próprias emoções, percebendo como e quando elas acontecem em nossa vida;

Gestão das emoções: capacidade de lidar com os sentimentos de maneira apropriada, sem se deixar dominar por eles;

Automotivação: poder de ativar as emoções positivas como impulso à ação;

Empatia: palavra originada do grego empátheia, que significa “entrar no sentimento”. É o reconhecimento do que os outros sentem;

Gestão eficaz das relações interpessoais: habilidade de flexibilizar os comportamentos e atitudes em relação à percepção de nós mesmos e dos outros.

Como podemos observar, o campo dos sentimentos, ou seja, a inteligência emocional, continua sendo um fator fundamental para o sucesso de um profissional, seja ele líder ou não. Saber lidar com as emoções é característica essencial no atual mercado de trabalho.

Isso significa que, no mundo corporativo no qual o principal capital se tornou o intelectual, essa figura necessita de um entendimento e compreensão maior para com seus preciosos colaboradores.

O verdadeiro líder tem a capacidade de ouvir o próximo, e fazer algo diferente. A diferença não está na capacidade de gerir, organizar e guiar um grupo, e, sim, nos líderes criadores de contexto, capazes de se colocar no lugar dos outros profissionais, de ousar e criar novas soluções para os mesmos problemas de sempre, aptos a gerenciar tanto as suas quanto as competências emocionais de toda sua equipe.

Eduardo Shinyashiki é palestrante, consultor organizacional, especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. É presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki e também escritor e autor de importantes livros como Transforme seus Sonhos em Vida, da Editora Gente, sua publicação mais recente.

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