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Percepção sobre estratégia difere entre gerentes e presidentes

Mercado
18/05/2015

Há um descompasso nas empresas quando o assunto é estratégia. Segundo levantamento global da consultoria de negócios A.T. Kearney, a percepção de sucesso do planejamento das companhias é bastante diferente entre o comando das organizações e a média gerência.

Enquanto 81% dos presidentes e vice-presidentes entrevistados consideram que a estratégia das suas empresas é bem-sucedida, apenas 48% dos profissionais de média gerência concordam. Foram ouvidos dois mil executivos de 12 países, entre eles o Brasil.

De acordo com a sócia da A.T. Kearney no país, Priscilla Seki, os resultados revelam que falta comunicação entre os dois níveis, e destacam a necessidade de realizar mudanças no modelo de trabalho das empresas. “Os profissionais no comando têm uma visão mais de longo prazo, que não é a mesma percepção da média gerência. Para eles, fica a frustração de não ver a estratégia sair do papel”, diz.

Segundo a pesquisa, os dois principais fatores que dificultam a formulação de estratégicas são a falta de entendimento de tendências do futuro (88%) e das capacidades internas das empresas (88%). A maioria (84%) também acha que a abordagem “de cima para baixo” dificulta a contribuição de todos os níveis. “O cenário hoje é turbulento, com inúmeras variáveis fora do controle das empresas. Leva-se muito tempo para formular a estratégia”, diz.

Para Priscilla, é mais fácil obter sucesso com um modelo inclusivo, e não cascateado do topo. “Os profissionais de níveis mais baixos são quem executam as estratégias e têm muito a contribuir para o planejamento. Também é importante para eles entenderem porque certas coisas têm prioridade e outras, não”, diz. Para a maioria dos respondentes, incluir mais profissionais na formulação da estratégia a tornará mais complexa, mas também resultará em um planejamento mais inovador e prático.

Em um mundo que exige respostas imediatas, contudo, o risco de perder agilidade ao incluir mais pessoas na formulação da estratégia preocupa 33% dos respondentes – a mesma porcentagem que acha que a capacidade de agir rapidamente deve ser o ponto principal das estratégias hoje. Para Priscilla, o ciclo de vida das estratégias está, de fato, cada vez mais curto. Isso exige, portanto, que as empresas trabalhem não com uma, mas com um portfólio de possibilidades.

Na opinião da consultora, a falta de alinhamento entre o alto escalão e a média gerência também contribui para a pouca agilidade nas companhias. Afinal, se a organização não tem a equipe integrada, a velocidade de implementação é mais lenta. “Quando os níveis não estão alinhados, com um fluxo de informação entre eles, o comando da empresa pode descobrir os problemas só quando o resultado ruim chega.”

Esta notícia foi publicada no site do Valor Econômico, em 13/05/2015

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