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Programas de expatriação são tendência entre os jovens

Mercado
26/03/2013

A participação em programas de expatriação, antes restritos a funcionários com níveis sêniores, está cada vez mais comum entre jovens talentos. Atualmente com 37 anos, Cristhia Itano ilustra esta tendência. Então consultora de Planejamento Estratégico da Alcoa para a América Latina e Caribe, em 2010, candidatou-se para o assignment (programa de transferência). À época, com quatro anos de empresa e grávida, passou por um árduo processo seletivo. Aprovada, viveu um ano em Nova Iorque, longe do marido. O esforço pessoal valeu a pena. Ainda nos Estados Unidos foi promovida a supervisora de Planejamento Financeiro. “Toda a experiência internacional, o contato com a liderança mundial e a participação em projetos estratégicos foram essenciais para meu crescimento profissional”, diz.

Assim como a Alcoa, outras empresas têm facilitado e incentivado a ida de colaboradores com idade entre 20 e 35 anos ao exterior. A prática desponta como tendência, na avaliação de Evelin Santos, gerente de RH da Adecco, consultoria global de Recursos Humanos. “Quando o profissional tem essa oportunidade, aprende a pensar fora da caixa, ampliando o leque de conhecimento e, consequentemente, agregando valor para a companhia”, afirma.

O programa de expatriação de jovens talentos também é uma maneira de reter e atrair bons profissionais, sempre dispostos a novos desafios, segundo o diretor de Recursos Humanos da Deloitte no Brasil, Roberto Sanches. Evelin, da Adecco, concorda. “A companhia sabe que, se não der a oportunidade, vai perder o profissional para a concorrência. Ao mesmo tempo, o jovem sabe que, se não se sentir valorizado, sempre poderá buscar outra oportunidade em outro lugar”, diz.

Círculo virtuoso

Patricia Hirata, de 28 anos, também participou do programa da Alcoa e recebeu uma promoção assim que voltou dos Estados Unidos – passou de analista de Negócios Pleno para analista Sênior. Para ela, a experiência foi determinante para conseguir o novo cargo. “É uma excelente oportunidade para conhecer um novo país, língua e cultura, sair da zona de conforto e testar suas competências e habilidades”, diz. Nessa experiência, algumas características do povo americano chamaram a atenção de Patricia: a proatividade, a abertura a novas ideias e a independência. “Eles sempre simplificam os processos para garantir que todos possam executar as atividades sem depender de terceiros”, afirma.

Na Deloitte, o programa de expatriação também é voltado para jovens talentos. “O colaborador passa por um processo seletivo envolvendo unidades da empresa em países como Estados Unidos, Canadá, Espanha, África do Sul e Itália e, se aprovado, pode trabalhar durante um mês diretamente no cliente sob a supervisão do escritório local e com nosso acompanhamento à distância”, diz Sanches.

Além de enviar profissionais para o exterior, a consultoria também recebe colaboradores de outros países. “Elegemos um ‘treinador’ que vai acompanhar a pessoa durante o período em que estiver em nosso País, mostrando os costumes e as diferenças de cultura”, afirma. Depois dessa experiência, conta Sanches, os jovens se sentem mais preparados e motivados. Para Evelin, da Adecco, o profissional que participa desse tipo de iniciativa aprende mais rápido e tem uma possibilidade maior de ganhar uma promoção. “Todo mundo ganha nesse círculo virtuoso”, diz Sanches.

 

*Essa notícia foi publicada no site Canal RH, em 19/03/2013

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