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Quatro motivos que costumam causar demissões

Mercado
16/10/2012

Com muitas empresas fechando seus ciclos de avaliação de funcionários neste mês, a época é mais tensa para a carreira  de muitos profissionais. “Nas empresas em que o ano fiscal bate com o ano cronológico, os funcionários vão colher em novembro a avaliação de um ano de trabalho”, diz o coach Homero Reis.

De acordo com ele, a permanência do profissional no quadro de funcionários das empresas depende, em grande parte, do resultado desta avaliação anual. Pensando nisso, EXAME.com consultou especialistas para saber quais os motivos que mais rendem demissões nas empresas. Confira quais as quatro razões mais frequentes:

1. Ter dificuldade de relacionamento

Problemas comportamentais são os campeões, de acordo com dois especialistas consultados. “Por incrível que pareça, é o dado número 1”, diz Reis. Isso acontece, explica ele, porque a manutenção da relação de trabalho depende diretamente da qualidade dela.
“O profissional pode ser ótimo do ponto de vista técnico, mas se ninguém conseguir conviver com ele na empresa, ele não vai ficar”, diz Reis.

Silvio Celestino, da Alliance Coaching, concorda. “A dificuldade em se relacionar significa que a pessoa não quer se adaptar à cultura da empresa e não quer aprender a se desenvolver para se relacionar com pessoas diferentes dela”, diz Celestino.

Com a diversidade em alta nas empresas, saber se relacionar com pessoas de outras culturas é cada vez mais importante, na opinião de Celestino. “Se o profissional não sabe se relacionar, não vai produzir o resultado esperado”, diz o especialista.

2. Não bater metas

Não produzir os resultados esperados faz de você um forte candidato à demissão, já que as empresas precisam bater metas para sobreviver no mercado e crescer. Portanto, se a atuação do profissional não ajuda a pagar a contas nem faz a empresa crescer, as chances de demissão crescem. “Se o trabalhador não bate a meta - nem em um eixo nem em outro - ele fica no hall das pessoas que podem ser demitidas”, diz ele.

Mas, se você ainda não entregou os resultados esperados, também não há motivo para pânico. “Aquele profissional que sabe explicar bem os motivos pelos quais ele não conseguiu bater as metas e ainda apresenta as soluções para voltar a gerar resultados tem chances de continuar. Mas, só explicar as razões, colocar a culpa em outras pessoas e não sugerir soluções não resolve”, diz Celestino.

3. Não se envolver

Fazer o estritamente necessário, não saindo nunca das suas atribuições de trabalho, é o terceiro motivo que mais aparece em demissões, diz Reis. “É aquele profissional contratado para apontar lápis e que não move uma borracha porque não faz parte da sua função”, explica o especialista.

Para Celestino, é imprescindível que o profissional esteja comprometido com o propósito da empresa e sempre busque oportunidades para ter mais responsabilidade. “Estar envolvido é fazer com que a empresa venda mais e estar comprometido com o negócio”, explica.

Escorregar no envolvimento com o trabalho, na opinião dele, pode complicar, em longo prazo, a sua permanência no quadro de funcionários. “No curto e médio prazo, esse erro não aparece muito”, diz Celestino.

4. Não ter conhecimento técnico

Embora muita gente ache que cometer erros técnicos signifique demissão certa, esse é apenas o quarto motivo da lista. Isso ocorre, na opinião de Reis, porque a deficiência técnica pode ser compensada. “Quando o funcionário não sabe, alguém ensina. É muito mais fácil qualificar uma pessoa do ponto de vista técnico do que do ponto de vista comportamental”, diz Reis.

“Se o profissional tem o espírito de aprender, ele recebe o feedback e resolve”, diz Celestino. Os problemas só surgem se ele não vai atrás dos conhecimentos necessários. “Acaba sendo uma deficiência de comportamento”, afirma o especialista.

Ele também explica que muitas vezes as pessoas são demitidas por erros técnicos depois de receberem uma promoção. “Acontece quando o profissional é colocado em um cargo que está acima de sua capacidade e não se prepara para isso”, diz.

 

*Essa notícia foi publicada no site Exame.com, em 16/10/2012

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