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Tabagismo x produtividade das empresas

Mercado
25/03/2014

Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas em Economia e Negócios, no Reino Unido, mostrou que as pausas feitas pelos trabalhadores para fumar durante o horário do expediente pode gerar cerca de US$ 14,5 bilhões por ano em custos às empresas do país.

O levantamento coloca em evidência um assunto que afeta não só o faturamento das organizações, mas também a saúde dos profissionais que fumam – o fumante britânico, por exemplo, faz em média quatro pausas para fumar durante o dia, com duração de cerca de 10 minutos cada uma.

No Brasil, atualmente, as empresas oferecem diversos programas para estimular hábitos saudáveis e até mesmo com foco direto no combate ao tabagismo – palestras de conscientização e grupos de corrida são bons exemplos desta prática.

“Cabe à organização compactuar com o tema, até porque a maior beneficiária será ela mesma. Além da questão da produtividade, pode melhorar qualidade de vida dos funcionários e reduzir o absenteísmo e custos com saúde”, comenta Sônia Norões, gerente de seleção de competências da Personal Service.

Locais para fumar


As leis antifumo ganham cada vez mais evidência, os chamados fumódromos são colocados em locais que dificultam a prática do tabagismo e a própria sociedade como um todo vê com maus olhos quem ainda fuma. A soma destes fatores faz com que os profissionais fumantes reflitam sobre seu vício.

“De certa forma, faz o fumante pensar em como sua prática prejudica também os colegas que não fumam. Este certo isolamento funciona como um fator social que pode inibir o tabagismo”, opina Mauro Felix, coordenador do curso de Gestão em RH, do Centro Universitário Celso Lisboa.

Manter e contratar fumantes

Não recrutar uma pessoa exclusivamente porque ela fuma caracteriza preconceito. Porém, de forma velada, algumas áreas já ponderam a questão do fumo na hora de contratar um profissional, muito por conta dos intervalos para fumar. Pausas quebram rotinas, processos e a produtividade em si, principalmente em setores que exigem análises mais estratégicas para as companhias.

Quando passam por um processo seletivo, muitos profissionais acabam omitindo a informação de que fumam para não serem possivelmente eliminados, o que Sônia Norões considera um erro: “Tudo que possa transparecer no dia a dia e impacta no ambiente de trabalho deve ser falado na entrevista. Descobrir que determinada pessoa fuma só depois que é contratada é pior, pois há a quebra de confiança”.



*Essa notícia foi divulgada no Portal Carreira e Sucesso Catho, em 19/03/2014
 

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