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Três medidas para inspirar a reconciliação no trabalho

Mercado
11/08/2014
Três medidas para inspirar a reconciliação no trabalho

Um dos requisitos para fazer uma reconciliação no trabalho é a confidencialidade

Em entrevista para a Harvard Business Review, Anna Ranieri, conselheira de carreira, treinadora de executivos e coautora do livro How Can I Help? (Como eu posso ajudar?), fez uma importante observação sobre a mediação de conflitos no trabalho. Ela acredita que “as pessoas muitas vezes só querem um lugar seguro para desabafar e, ao fazê-lo, elas podem descobrir por conta própria o que querem fazer”. Uma discussão pode afetar o humor e, por isso, a produtividade de uma equipe inteira. Portanto, promover a reconciliação de duas pessoas exige confidencialidade. Aqui estão três princípios essenciais para conseguir devolver harmonia no meio de uma disputa:

1. Coloque-se no lugar do outro

“Eu sinto muito que isso esteja acontecendo”, “É difícil quando duas pessoas não podem se ver nos olhos.” Enquanto ouve seu colega, mostre que você entende como é chata a situação, sem jamais tomar partido. Demonstre que você, gestor, está completamente aberto a todos. Fique neutro e evite citar sua própria experiência. Ofereça observações como: “Parece que Abel estava estressado e não quis dizer o que disse” ou “Eu sei que Demétrio é uma pessoa direta e isso às vezes pode parecer rude.” O sábio é mostrar que você compreende pelo que seu colega passou, mas sem ir tão longe dizendo coisas como “Você está certo e ele está errado”.

2. Coloque o outro com os outros

“Se vocês dois não se derem bem, fica ruim para todo mundo. Nos impede de fazer um bom trabalho, entende?” Depois de ter demonstrado a sua preocupação, deixe claro como a luta está afetando a equipe. Você ajuda ambas as partes a enxergar que seu conflito prejudica os outros colegas. Proponha: “Imagine se você soubesse, ou mesmo visse, que Bianca e Caio estão discutindo assim. Não ia ser ruim?”
 
3. Aconselhe, em particular

“Seria útil se eu sugerisse um modo de resolver isso?” Naturalmente, é virtude e ônus do gestor o papel de reconciliador, mesmo assim, introduza-se a seus colegas de trabalho com gentileza. Outro ponto: prepare-se para ouvir respostas obstinadas: “Sim, eu poderia me desculpar com Abel, mas eu acho que ele deve se desculpar primeiro” ou “Sim, eu quero que as coisas sejam melhores com o Demétrio, mas isso nunca vai funcionar”. Especialistas em gestão, em entrevista à Revista Exame, elencaram alguns conselhos primordiais para dar durante a mediação de conflitos:

a) O mundo dá voltas

Você nunca sabe se o colega com quem você briga agora vai se tornar o seu chefe neste ou no seu próximo emprego. E se uma briga relativamente insignificante comprometer ou até inviabilizar oportunidades futuras?

b) O que se passa na cabeça do outro?

Por trás do comportamento desagradável de um colega, podem estar problemas pessoais graves. Você consegue relevar se lembrar que a outra pessoa pode estar ansiosa, frustrada, estressada ou deprimida, mesmo quando não demonstra.

c) Definitivamente, não somos autossuficientes


Vivemos e trabalhamos conectados uns aos outros. Mesmo que você não precise diretamente do seu colega, em algum momento do processo as competências de vocês dois se complementarão.

d) Seja atraente para o mercado

Um dos piores venenos para metas alcançadas é a complicação das pessoas ao se relacionarem. Nesse cenário, profissionais que provam ter uma inteligência emocional superior são bem mais desejados pelos empregadores.

e) O que é profissionalismo para você?


Por mais que a sua relação com um colega pareça insustentável, seu convívio com ele precisa ser pautado por limites mínimos de civilidade. Tudo em prol dos resultados da empresa onde você trabalha. Profissionalismo implica cordialidade.

f) Todo mundo tem seus limites

Não são raras as pessoas que têm dificuldade para se expressar verbalmente e acabam dizendo a coisa errada. Grandes mágoas, às vezes, surgem simplesmente de uma frase mal construída. Além de te tornar mais humano, enxergar as limitações dos outros evita bastante o sofrimento.

g) Tudo passa

Que valor terá a briga de hoje daqui a cinco anos? E daqui a dez? Empregos, colegas, brigas, tudo é temporário. Talvez você perceba que está perdendo o seu tempo e a sua saúde por uma bobagem. Invista mais tempo em cuidar bem dos bons amigos.

 

Essa dica foi publicada no site Runrun it,em 31/07/2014

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