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Um terço dos expatriados muda de empresa no retorno ao país de origem

Mercado
19/08/2013

As companhias estão cada vez mais dispostas a encaminhar seus funcionários para uma experiência no exterior. Segundo pesquisa da consultoria Mercer, 70% das empresas esperam investir em expatriações de curto prazo e 55% almejam transferências de longo prazo.

O levantamento “Voz do expatriado” revela que 90% desses profissionais, se pudessem, repetiriam essa experiência atualmente. Realizado pela Berlitz em parceria com o BVA, o estudo ouviu 404 expatriados e 124 conjugês em 70 países.

A maioria deles são jovens, 70% tem idade igual ou inferior a 40 anos, sendo 69% homens e 31% mulheres. Além disso, 72% possui MBA, mestrado, ou doutorado.

A prática é vista como uma oportunidade pessoal e profissional, ainda que, para os regressos, no fim, a primeira valha mais que a segunda. Para 92% daqueles que estão vivendo no exterior atualmente, a experiência representa, também, a oportunidade de descobrir outros países. Entre aqueles que voltaram o índice aumenta quatro pontos percentuais.

Segundo 88% dos expatriados regressos ao país de origem, a experiência foi um trampolim profissional e 73% dos profissionais atualmente no exterior concordam com isso.

Esses profissionais precisam lidar com a adaptabilidade tanto na empresa quanto no cotidiano e, quando estão acompanhados de família, a adaptação deles é prioridade, 29% dos cônjuges não repetiriam a experiência.

Um dos dados mais relevantes da pesquisa mostra que 62% dos expatriados não sentiram colaboração da empresa no processo de reajuste. “O principal desafio é não passar pelo choque cultural ou, pelo menos, tentar minimizá-lo”, explica Silvia Freitas, diretora de relações corporativas do Berlitz Educação Global. Segundo Freitas, é importante compreender como a história, política e econonomia de uma país impacta nos valores culturais e comportamentais de uma nação. Para a especialista, um dos segredos de compreender os valores e crença é conseguir se comunicar com eficácia: “Muitas vezes o profissional tem a sensação de não saber falar o idioma pois não é entendido, mas a comunicação se expressa ao entender como o outro raciocina”, pontua.

De acordo com o levantamento, para 57% dos expatriados no momento, um dos maiores desafios tem sido lidar com formas e relações humanas diferentes. Além disso, para os entrevistados, aprender a cultura local é um componente crucial: 83% dos que retornam e 82% dos que estão em outro país atualmente consideram a “compressão da cultura local” um dos cinco pontos mais importante para um integração bem sucedida.

Questionados sobre as lições aprendidas a partir da expatriação, mente aberta, conhecimento e cultura, facilidade no uso de línguas estrangeiras, flexibilidade e tolerância foram os pontos mais destacados.

Um terço dos repatriados mudaram de empregadores com base na posição que lhes foi oferecida após o regresso. “Quando um expatriado retorna ao seu país de origem, muitas vezes a empresa não tem um cargo a altura da experiência vivida por aquele profissional”, explica Freitas. Isso porque, 82% das empresas não planeja o retorno e somente 18% aproveita a experiência e o conhecimento adquirido durante a expatriação em futuras posições. “Planejar a repatriação é um novo processo de expatriação, ou seja a empresa precisa se preparar para ter uma posição para o profissional que o motive a ficar na empresa e utilizar todo o aprendizado e experiência adquiridos, além do investimento financeiro”, define a especialista.

 


*Essa notícia foi publicada no site Você RH, em 16/08/2013

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