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Universidade corporativa concilia capacitação e motivação de equipes

Mercado
18/05/2011

Capacitação, atração e retenção de talentos e gestão de conhecimento são demandas cada vez mais presentes na realidade das empresas. Inseridas em um contexto onde falta mão de obra qualificada na quantidade desejada em diversas áreas, muitas empresas estão arregaçando as mangas e partindo para iniciativas próprias no desenvolvimento e qualificação de seus colaboradores, como a criação de universidades corporativas – espécies de ambientes específicos para aprendizado dentro das organizações.

Para as empresas, antes de sair montando ou criando seus modelos de universidade corporativa, é preciso ter em mente o objetivo central que a instituição ou projeto terá. Entre as possibilidades, estão o desenvolvimento de funcionários, a difusão de valores e estratégias, a criação de receitas, o alinhamento dos objetivos educacionais, a possibilidade de que os executivos ensinem, propor sistemas de mensuração de resultados, reforçar o relacionamento com clientes, fornecedores e comunidade e/ou reter colaboradores.

O especialista em comunicação corporativa da empresa especializada no segmento do Instituto MVC, Luis Augusto Costacurta Junqueira, orienta as empresas a traçarem um planejamento sobre o modelo que devem adotar, atentando para algumas questões que são inerentes ao estabelecimento da universidade corporativa. “É preciso avaliar quem vai patrocinar a existência da instituição, quem da empresa vai atuar e dedicar atenção ao desenvolvimento e acompanhamento da universidade, onde as atividades serão desenvolvidas e quais unidades de negócio receberão atenção”, exemplifica o especialista.

Custo

Muitas vezes, o que impede as empresas de pensarem em sistemas e modelos de universidade corporativa é o custo, considerado restritivo ou até proibitivo. Junqueira diz que há algumas soluções que podem ser adotadas pelas empresas, mas que cada caso requer uma estratégia específica, e, sobretudo, uma análise criteriosa sobre os resultados que estão sendo esperados com o desenvolvimento da universidade corporativa. “Há a possibilidade de fazer esse treinamento através das Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público), contando com alguns benefícios fiscais. Também há organizações que usam sistemas culturais para educação e se enquadram na Lei Rouanet, por exemplo. Também pode ser criada a figura jurídica de uma fundação", explica.

Também é importante, segundo Junqueira, que as empresas avaliem o custo praticado com outras iniciativas de treinamento e os compare com a instalação da universidade corporativa. “Não se deve confundir a universidade corporativa com a necessidade de ter um campus, uma estrutura física. Ela é um polo de consolidação da cultura empresarial, por isso, devem fazer parte de seu currículo as atividades ligadas aos princípios, crenças e valores, que estimulem e motivem os seus colaboradores”, identifica o especialista.

Entre os obstáculos que as empresas enfrentam para instalar as universidades corporativas, estão a possível falta de respaldo da presidência ou direção da organização, a idealização de um espaço físico como parte do conceito da universidade, a falta de marketing da ideia (tanto para o público quanto para o departamento que vai executar o treinamento). “O ideal é que a universidade tenha uma espécie de guia, um reitor, diretor, coordenador, que esteja centrado exclusivamente no funcionamento da unidade. E também, se possível, é adequado que essa pessoa tenha alguma ligação e conhecimento sobre educação”, recomenda Junqueira.

Além dos benefícios característicos proporcionados, como a capacitação e educação profissional, Junqueira diz que a empresa pode utilizar-se da criação dessa universidade para melhorar sua relação com a comunidade, os colaboradores, a imprensa e outros envolvidos com a realidade da corporação. “Mas isso não pode ser um fim em si. Deve ser tratado como uma oportunidade a partir do sucesso da universidade”, orienta.

Carreira

Do ponto de vista do colaborador, Junqueira vê a universidade corporativa como uma grande possibilidade de atrair e reter talentos. “Se você vai para uma empresa A, e ela tem aquele grupo de vantagens mais convencionais, enquanto a B oferece um ambiente de treinamento e capacitação, esta empresa B está à frente na preferência, porque une a oferta de treinamento à capacidade de crescimento e desenvolvimento dentro da empresa”, diz o especialista. “É como comparar um caminho onde você ficará tateando, descobrindo as curvas, a outro todo sinalizado, com a clareza da informação sobre para onde você está indo”, diz.

O especialista diz que os colaboradores podem também se utilizar do conhecimento adquirido para crescer pessoalmente e agregar a formação ao seu currículo. “Uma das grandes preocupações das universidades corporativas é dispor de instrumentos de mensuração do desempenho dos indivíduos. Há quem faça uma espécie de categorização, de acordo com o grau de conhecimento adquirido, e isso pode, sem dúvida, ser um diferencial para o colaborador que participou da capacitação”, diz Junqueira.

Essa notícia foi publicada no Info Money, em 16/05/2011.

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