Sala de imprensa

Desenvolvimento de Software e a Experiência do Usuário

Releases 14/03/2013

Por Rodrigo Kono*

Por vários anos, no mundo do desenvolvimento de software, tivemos grande ênfase nos aspectos da engenharia, codificação e especificação. Desenvolvedores ouviram e estudaram incansavelmente assuntos voltados aos padrões de projeto, boas práticas, técnicas específicas da tecnologia, orientação a objetos etc. Dentre tudo isso, a interface e a navegação (identificada assim) também eram tarefas únicas do desenvolvedor, que, por sinal, as realizava sem muita expertise.

Não estávamos errados. Ainda hoje é assim, porém com um pilar a mais: a Experiência do Usuário (UX – User eXperience). Agora, além dos desafios da arquitetura de soluções no back-end, também nos deparamos com os desafios da experiência do usuário no front-end. E em um cenário interessante, em que designers e desenvolvedores trabalham lado a lado, em um mesmo produto, a partir da perspectiva UX.

A experiência do usuário pode ser definida como a maneira em que um usuário se sente sobre o uso de um sistema, website, aplicativo, ou qualquer outro produto ou serviço. Resumindo, a tarefa da UX é fazer a ponte entre o design e tecnologia.

Essa “ponte” evoluiu de tal forma que afetou a indústria de telefones celulares, modificando seus hardwares para a tecnologia touch, que por sua vez refletiu para outros ambientes e chegou aos tablets, laptops e computadores com multi-touch. Estamos na era de software focado na experiência natural do usuário (NUI – Natural User Interface).

NUI é mais do que apenas multi-touch. NUI também é “gesto de interfaces”, como aqueles em que o Kinect se baseia, usando o rastreamento dos movimentos de corpo, expressões faciais e reconhecimento de voz.

Em termos, temos tudo isso muito forte em plataformas como Windows 8, iOS, Kinect entre outras. Os desenvolvedores codificam a interface, por exemplo, utilizando o XAML (WPF, Silverlight e WinRT) e HTML5 que permitem o trabalho nesse campo de soluções inovadoras. 

Mas você deve estar se perguntando: “desenvolvedor fazendo design?”. A resposta é sim e não. SIM, pelo fato dele estar fortemente ligado ao design da aplicação, e NÃO, por ele não ser o criador das cores, formas e disposições. Afinal, esse é o papel do Designer, que hoje é um profissional cada vez mais forte dentro do que chamamos de Ciclo de Desenvolvimento de Software.

O desenvolvedor tem um papel importante nessa ligação (ponte). Ele trabalha o comportamento da interface conforme a operação do usuário, o que torna mais fácil a execução de determinadas ações triviais. Isso é Design de Interação, isso é parte da UX.

Podemos apontar sete características fundamentais para adotar uma boa UX: 

  1. Usabilidade: simplificar a tarefa de usar a aplicação. 
  2. Ser útil: é mais fácil para o usuário alcançar seu objetivo utilizando a aplicação.
  3. Ser encontrável: fácil acesso às funcionalidades mais importantes.
  4. Ser credível: uma boa experiência do usuário cria uma impressão favorável do produto na mente dos usuários. Isso aumenta a credibilidade do software e da empresa que o desenvolveu também. 
  5. Ser desejável: adiciona valor à vida do usuário, ajudando-o a poupar tempo e dinheiro. 
  6. Ser valioso: é desejável que o usuário receba exatamente o que ele quer. 
  7. Ser acessível: o usuário recebe toda a informação relevante de forma fácil e rápida.

Para ficar mais claro, é bom ressaltar alguns pontos:

  • Experiência do Usuário não é o mesmo que Usabilidade.
  • Experiência do usuário e usabilidade se tornou sinônimo, mas esses dois campos são claramente distintos. UX trata-se de como o usuário se sente ao usar uma aplicação, enquanto a usabilidade é sobre a facilidade de uso e da eficiência da interface.
  • Não há métrica exata para avaliação de uma UX.
  • Você não pode determinar a eficácia de um design de experiência do usuário com base apenas em estatísticas, como exibições de página, taxas de rejeição e taxas de conversão. Nós podemos fazer suposições hipotéticas e podemos pedir aos usuários evidências anedóticas/informais.
  • O perfil do usuário é o guia.
  • Experiências de usuário serão diferentes entre as aplicações. O que funciona para um perfil de pessoa pode ter o efeito oposto para outro. O perfil do usuário é o guia para o desenvolvimento da UX e, assim, obter o sucesso esperado.

Pense que o tempo é valioso e irreversível. Não é nada legal gastar o tempo do usuário sem que no final ele não se sinta realizado com o que fez. Na verdade, o usuário quer simplesmente se sentir satisfeito e feliz.

*Rodrigo Kono possui mais de 12 anos de carreira em desenvolvimento de aplicações e se graduou em Ciências da Computação na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Atualmente, atua como desenvolvedor no departamento de Gestão de Produtos, na LG Sistemas. É Microsoft MVP, MCP, MCTS, MCPD e MCT e já ministrou palestras nas principais capitais do País.

Sobre a LG Sistemas

A LG Sistemas é especialista em tecnologia para gestão de recursos humanos e, há 27 anos, busca oferecer flexibilidade ao trabalho dos profissionais de RH através de suas soluções. Os produtos da empresa integram uma solução completa para gestão de RH, a Suíte FPW, e são construídos para que as mais variadas necessidades desses departamentos sejam atendidas.

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Com sede e centro de desenvolvimento em Goiás, a LG Sistemas mantém escritórios próprios em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Minas Gerais e um representante na Bahia. Alguns de seus clientes são AMBEV, Vale, Oi, Carrefour, Caterpillar, Grupo Algar, Grupo Positivo, Peugeot Citroën Brasil e Rede Globo.

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