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Balaio de idéias

Clippings 18/02/2004 Veículo: Information Week

Companhia Siderúrgica Tubarão (CST) aprimora processos de tomada de decisão e imagem institucional com um amplo projeto envolvendo iniciativas de BI e ERP. De quebra, ainda fortalece o papel estratégico da área de Recursos Humanos.

Há três anos, a Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), uma das líderes mundiais em produção de placas de aço, começava a mergulhar em um intenso planejamento sobre como a tecnologia da informação ajudaria a suprir as necessidades gerenciais. O objetivo era melhorar o desempenho da companhia como um todo e ao mesmo tempo manter – e melhorar – a consistência e a qualidade das decisões tomadas diariamente por todos os departamentos. Hoje, a CST não só tem resolvido esse dilema como se aperfeiçoou em políticas democráticas de recursos humanos.
A saída na época foi a adoção de uma solução de business intelligence (BI), da PeopleSoft, baseada em vertentes de planejamento de performance como balanced scorecard (BSC) e activity-based management (ABM). “A implementação aconteceu durante 2002, período dedicado à preocupação com as funcionalidades básicas. No começo do ano passado as mudanças já entraram na nossa rotina”, conta Leonardo Horta, diretor financeiro da CST.
Outro passo, decorrente do sistema de BI, foi o de partir para um sistema integrado de gestão (ERP), da mesma fornecedora. Foram adquiridos pacotes como de finanças (contas a pagar, a receber, etc.), controladoria (contabilidade, e ativo fixo, entre outros), suprimentos (compras, estoque), oficina (lista de materiais) e de portal corporativo. “Como resultado tivemos uma grande interação dos usuários internos e com clientes e fornecedores. E ganhamos conectividade, o que refletiu também um ganho extraordinário de imagem para a empresa”, avalia Horta.
Ao todo, conta Alessandra Lopes de Carvalho, gerente de TI, foram implementados, simultaneamente, 17 frentes de trabalho. Os esforços se dividiram entre equipe externa, técnicos da PeopleSoft e consultores – cuja missão era trabalhar as novidades junto aos funcionários nas diferentes etapas. “Gestão de mudanças foi um dos pontos mais estratégicos da empreitada”, lembra a executiva. “E tudo aconteceu de forma harmônica”. Mas o trabalho não chegou ao fim. Segundo ela, há mais uns dois meses pela frente – voltados a ajustes finais, “principalmente nas frentes de trabalho envolvendo as áreas de suprimentos, controladoria e finanças, cujo processo de tomada de decisões pode ser mais desenvolvido”.
A responsabilidade de tocar um projeto de tamanho porte significou, só no ano passado, investimentos da ordem de 50% do orçamento destinado à área de TI. Para concentrar tantos planos nas mãos de uma só fornecedora, a companhia diz ter se preocupado em buscar uma com o perfil de parceira. “Precisávamos de uma software house que oferecesse produtos e compartilhasse conosco os planos de negócios”, destaca o diretor financeiro . E, apesar de a PeopleSoft estar atualmente na mira da Oracle, que vem fazendo ofertas hostis para adquirir a concorrente, Horta não acredita na possibilidade desse fato influenciar a oferta de produtos e serviços. Bom para a PeopleSoft, já que a CST é um de seus maiores clientes no país.
Outra iniciativa de destaque da companhia foi em relação à política de recursos humanos. Para lidar melhor com um volume de mais de 3,5 mil funcionários, a CST foi além do portal corporativo já existente na empresa e partiu para um site dedicado exclusivamente a RH, desenvolvido pela LG Informática, com operações centralizadas em um único sistema, o Windows, da Microsoft. “A equipe de RH tem de se preocupar com questões estratégicas, não burocráticas. Há muito tempo incentivamos uma nova cultura de gestão”, conta Enilson Miranda, analista de planejamento de recursos humanos da companhia.
Atualmente, operações como acerto de férias, atualização da carteira profissional, licenças e empréstimos são realizadas pelos próprios funcionários, sem a necessidade de passar pelo departamento pessoal. Entre o ano presente e 2005, a idéia é partir também para um modelo semelhante voltado ao sistema integrado de saúde, pelo qual os funcionários poderão fazer consultas referentes aos seus planos médicos – e também de seus dependentes.
Há mais de quinze anos a corporação vem inovando nessa área. Em 1986, a CST descentralizou as informações de RH utilizando recursos de auto-atendimento. Não demorou muito para que, acompanhando a evolução da tecnologia, todas as funcionalidades de auto-atendimento se tornassem acessíveis a partir das mais de duas mil estações de multimídia com monitoramento touchscreen em diversos pontos da empresa. “Criamos oportunidades, por exemplo, para os empregados de manutenção, que não têm local fixo de trabalho”, diz Miranda. O passo seguinte – e natural - foi partir para a Web. “Além da inclusão, eliminamos o obstáculo da distância para resolver pequenos problemas e agilizamos processos.”

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