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Projetos de implantação: a hora da verdade

Releases 26/01/2012

*Por Daniela Mendonça

Quando começamos a implantar softwares, há 16 anos, não havia nenhuma ou quase nenhuma referência sobre projetos de implantação de software. Tudo o que fizemos e desenvolvemos foi a partir de experiências e de muita “garra” para termos sucesso. No entanto, dada a importância do tema e a evolução das práticas na área, vejo que esse quadro não mudou muito.

Para mim, deveria haver cadeiras em universidades e faculdades para abordar esse assunto. Isso porque podemos dizer que implantar software é uma atividade complexa, no sentido de que “abrange muitos elementos ou partes” (conceito mencionado pelo dicionário Aurélio). E quais são essas “partes”?

Primeira parte
Começamos pela fase de venda do produto, que, por natureza, é uma aquisição intangível. Nessa fase temos que conhecer as necessidades do cliente, seus problemas que serão resolvidos pelo produto e suas expectativas. A partir daí, temos que modelar uma solução que vá atender a tudo isso, sem gerar falsas expectativas ou sub/superestimar o trabalho que será feito a seguir. Tudo isso a um custo que seja visto pelo cliente como compatível com a solução que ele vai receber.

Segunda parte
Caminhando nessa linha, temos então os produtos de software (aqueles intangíveis), que ao final do projeto, deverão atender às necessidades, resolver os problemas e corresponder às expectativas.

Terceira parte
Caso tenhamos algum problema, precisamos ter sempre uma equipe de suporte, pronta para atender rapidamente às demandas que chegarem, pois o projeto não pode parar.

Quarta parte
Para o projeto propriamente dito, ou seja, para as atividades que estão acontecendo no cliente, precisamos contar com uma equipe de consultores e analistas de sistemas. Essa equipe precisa ser formada por pessoas com habilidades diversas, técnicas e comportamentais, que usem seus conhecimentos em prol de executar adequadamente as atividades técnicas planejadas e que saibam se relacionar bem com as demais pessoas do projeto, sejam elas do cliente, de terceiros ou da própria equipe.

Quinta parte
Mas quem deve orquestrar todo o processo, para que tudo isso aconteça e para que o projeto dê os resultados (financeiro, qualidade, prazo etc.) esperados? O Gerente de Projetos, aquela pessoa que deve ter outros tantos conhecimentos e habilidades gerenciais, técnicas e de relacionamento.

Diferente de 20 anos atrás, quando não tínhamos muita coisa em que nos apoiar além da nossa própria experiência, hoje temos metodologias de gerenciamento de projetos, que nos fornecem subsídios para nos orientarmos na condução de projetos. Temos ainda a estruturação de processos de trabalho, que definem a linha de base sobre a qual o projeto vai ser conduzido.

Contamos também com métricas, indicadores e todo tipo de informação que nos dão o status dos projetos em qualquer momento e nos ajudam a tomar decisões para melhorar cada vez mais nossos processos de trabalho, em um ciclo virtuoso onde, cada experiência adquirida nos faz melhores para as próximas. Realmente, olhando para trás, estamos bem melhores. Mas como diz um amigo, ainda há espaço para melhorar.

Todos sabemos que as empresas, por si só, não existiriam se não fossem as pessoas que as compõem. E todos sabemos também que as pessoas não são iguais. Elas possuem diferentes aspirações, culturas, experiências de vida, personalidades e, ainda, realidades que contribuem significativamente para seus estados de espírito e humor. E todas aquelas “partes” citadas acima são, então, construídas por essas pessoas. Aí vem a hora da verdade: como fazer para tudo isso convergir em um resultado satisfatório para o cliente? É esse o momento em que a empresa mostra “a que veio”, mostra se tem ou não condições sólidas de participar de um mercado extremamente exigente e concorrente. Nesse momento, mostramos a estratégia da empresa, explícita ou implícita, de satisfazer os clientes, de orientar para que todos os componentes da “parte” caminhem rumo a um só ponto, colaborando entre si e contribuindo para facilitar esse caminho. Essa trajetória pode ser difícil ou não, dependendo do grau de comprometimento de cada um e dos valores reais praticados pela empresa.

Formada em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Daniela Mendonça é Diretora de Serviços da LG Sistemas, empresa brasileira desenvolvedora de soluções para gestão de recursos humanos, com mais de 26 anos de mercado. Daniela possui mais de 16 anos de experiência em projetos de implantação de softwares, tendo conduzido os primeiros processos de implantação do FPW Folha de Pagamento, principal produto da LG Sistemas.

 

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