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Por que é vantajoso usar a gamificação no recrutamento?

Usar estratégias de gamificação no recrutamento pode melhorar o engajamento de candidatos e facilitar a avaliação por competências.

Sumário

  • O que é e como funciona a gamificação no recrutamento?
  • Exemplos do uso de jogos para a seleção de candidatos
  • Quais são os benefícios da gamificação no RH?
  • Como implementar estratégias gamificadas no processo seletivo?
  • Quais são os desafios do uso da gamificação para avaliação comportamental no recrutamento?
  • Como escolher tecnologias para gamificação no RH?
  • FAQ: Perguntas frequentes sobre gamificação no recrutamento

Recrutar assertivamente é conseguir fazer a correta correspondência entre as competências do cargo e as do candidato. Porém, muitas vezes, a incoerência das informações entre o que é dito nas avaliações e a forma de agir só é percebida após a contratação. Neste cenário, a gamificação no recrutamento pode ajudar a resolver esse problema em larga escala.

Na prática, a estratégia envolve a aplicação de games projetados para testar as competências necessárias em várias etapas. Uma vez que o processo é altamente envolvente na forma de um jogo, não é fácil para um candidato simular as respostas desejáveis e induzir as impressões do avaliador. 

Da mesma forma, com as diversas fases, o candidato tem uma ideia fiel sobre o papel a ser desempenhado e o seu contexto, o que faz com que o processo seletivo seja mais eficiente. 

Este artigo é um guia para facilitar a adoção dessa estratégia e apresenta respostas para dúvidas sobre como funciona a gamificação no recrutamento, quais são os exemplos práticos e os desafios enfrentados pelas empresas ao implementá-la. 

Principais aprendizados deste artigo

  • Usar a gamificação no recrutamento envolve a aplicação de recursos comuns de jogos durante a seleção de profissionais para ocupar uma vaga. 
  • A estratégia depende de um roteiro com perguntas que ajudem a identificar o que a organização espera dos candidatos selecionados e que apresentem desafios comuns ao cargo.
  • O uso de games na seleção pode beneficiar as empresas ao reduzir os vieses inconscientes, por favorecer a análise de competências e melhorar a experiência dos candidatos e a imagem da marca empregadora.
  • Para adotar a tática, é necessário definir as competências desejadas e escolher as dinâmicas. Adicionalmente, é importante integrar as novas estratégias ao processo seletivo atual e monitorar os indicadores de desempenho.

O que é e como funciona a gamificação no recrutamento?

Consiste no uso de recursos e mecânicas geralmente vistos em jogos físicos e digitais nos processos seletivos. A gamificação funciona a partir da criação de um roteiro estruturado com perguntas e dinâmicas práticas que permitem identificar as competências e o perfil ideal para determinado cargo. 

Essa tática é interessante porque, no geral, selecionar pessoas compreende várias etapas e necessita de muito planejamento e comunicação. 

Neste sentido, os games podem transformar todo o processo em uma série de pequenos passos que têm o poder de manter os candidatos mais engajados com o processo seletivo. 

Por meio de um sistema automatizado, eles são recompensados com pontuações de acordo com cada etapa que concluem, proporcionando uma experiência mais dinâmica e positiva aos candidatos.

Adicionalmente, a tática aproveita o espírito competitivo de cada pessoa e estimula os candidatos a darem o melhor de si, já que para “passar de fase” eles precisam cumprir objetivos. 

Entre as mecânicas que podem ser utilizadas estão desafios, missões, feedbacks, indicadores de progresso e pontuações. Rankings devem ser avaliados com cautela, pois podem aumentar a competitividade e a ansiedade dos participantes ou desviar o foco da avaliação das competências.

A gamificação do processo também otimiza o tempo do recrutador, organiza suas tarefas da melhor maneira e o engaja com profundidade nos passos criativos para garimpar os melhores talentos. 

A seguir, conheça outros exemplos de jogos para a seleção de candidatos e, na sequência, os benefícios da gamificação no RH.

Exemplos do uso de jogos para a seleção de candidatos

Um exemplo prático é o da Monsanto, parceira da LG lugar de gente, que adotou a estratégia no seu processo de recrutamento e seleção de candidatos para vagas de estagiários. As exigências eram que eles soubessem trabalhar em rede, fossem colaborativos, tivessem bastante iniciativa e um perfil inovador. 

Segundo Carlos Brito, líder de RH da empresa para a América do Sul, o game ajuda a encontrar os perfis de que a empresa precisa para garantir o sucesso do negócio.

Os candidatos passam, então, por uma pré-avaliação que considera requisitos quantitativos e qualitativos dos currículos. Depois dessa triagem, são convidados para o “Monsanto On The Road”.  

Um jogo no qual os concorrentes às vagas viajam virtualmente para diferentes localidades geográficas onde a Monsanto possui escritórios e sites. Em cada parada, recebem informações sobre o negócio local, curiosidades sobre a cidade e a infraestrutura na região.

Durante o game, os candidatos enfrentam desafios que simulam situações reais, assim como realizam testes de inglês e raciocínio lógico de forma mais dinâmica. 

“Com isso, recebemos informações que, além de mais assertivas, nos permitem avaliar outros aspectos relacionados às novas gerações, como, por exemplo, curiosidade e desempenho na tomada de decisão”, afirma Brito.

Outros exemplos práticos envolvem o uso de:

  • simulação de trabalho, no qual os candidatos enfrentam situações inspiradas em acontecimentos reais para medir sua capacidade de raciocínio e conhecimentos; 
  • dinâmicas em grupo com desafios, como resolução de um problema ou mistério; 
  • quizzes sobre as responsabilidades do cargo.

O parceiro da LG lugar de gente explicou o impacto dessa estratégia no seu processo seletivo. Entenda a seguir.

Por que os jogos são importantes para o recrutamento?

“Quando os candidatos começam o processo e se deparam com o game, deixam de lado a ideia de ‘serem avaliados’ e ficam mais tranquilos, se divertem, ao mesmo tempo que estão conhecendo melhor o nosso negócio e sendo desafiados em temas interessantes para o seu desenvolvimento”, comenta Brito.

Além do mais, com a gamificação, a Monsanto começou a receber mais candidatos interessados em participar do processo seletivo e percebeu que eles estão chegando mais preparados e com mais conhecimento sobre a empresa nas dinâmicas de grupo realizadas posteriormente.

Felipe Azevedo, Presidente da LG lugar de gente, explica que a gamificação possibilita pontos importantes para o recrutador: agilidade e assertividade na escolha do candidato, feedback instantâneo, transparência no processo, avaliação por diferentes fatores e aumento da motivação e engajamento dos candidatos.

“Ao utilizar games no recrutamento, as companhias ganham um processo mais estruturado e dinâmico, que agrega elementos que avaliam técnica, comportamento e performance em uma experiência interativa e que reforça a marca empregadora. Tudo com um perfil ideal mapeado, metas definidas e a possibilidade de extrair um relatório completo e preciso com todas as informações de que o gestor necessita para contratar um novo colaborador”, conclui Azevedo.

Agora, confira as vantagens de adotar estratégias gamificadas no processo seletivo.

Quais são os benefícios da gamificação no RH?

Os principais são a redução dos vieses inconscientes, que podem causar a discriminação de candidatos, e a promoção da avaliação por competências. Outras vantagens são a criação de experiências mais envolventes para os candidatos, a melhoria da percepção da marca empregadora e a otimização do processo seletivo. 

Conheça mais detalhes. 

1. Redução de vieses

Os vieses são pensamentos tendenciosos que podem afetar a tomada de decisão e fazer com que, por exemplo, um profissional de RH opte por selecionar outra pessoa para um cargo, em detrimento de outra que apresente as competências necessárias.

Este é um problema presente em muitos departamentos. O relatório Stop the Bias 2024, da Tribepad, indica que 89% dos candidatos pesquisados acreditavam estar em risco de sofrer preconceito ou discriminação ao se candidatar a uma vaga.

O levantamento retrata a percepção dos participantes e não mede, por si só, a incidência objetiva de vieses inconscientes entre recrutadores. 

Neste contexto, o uso da gamificação para avaliação comportamental permite que os avaliadores analisem de forma mais objetiva e priorizem habilidades, em vez da personalidade, outras características. 

2. Avaliação por competências

As estratégias gamificadas no processo seletivo são ótimas ferramentas para avaliar as competências, porque estimulam a aplicação dos conhecimentos em um ambiente controlado.

Dessa maneira, os recrutadores conseguem ver, na prática, como os profissionais reagem a situações que podem acontecer se forem selecionados e, assim, escolher os mais adequados. 

Outra maneira de avaliar esse ponto é com o uso de entrevistas por competência.

3. Experiência do candidato mais envolvente 

Os processos seletivos tradicionais podem ser, por vezes, longos e cansativos, o que faz com que muitos candidatos qualificados desistam antes de chegar até o final. Nesta situação, a gamificação se apresenta como uma alternativa mais envolvente.

Isso porque o uso de recursos mais dinâmicos estimula a participação. O resultado é a melhora da experiência dos candidatos e da retenção no recrutamento.

4. Melhora da percepção da marca empregadora 

Refere-se à reputação do negócio para os possíveis candidatos. Isso porque o uso de games faz com que a marca seja vista como mais atualizada, moderna e preocupada com a experiência dos profissionais.

Uma experiência de recrutamento coerente com os valores da empresa pode contribuir para a percepção da marca empregadora e para a atração de candidatos que se identifiquem com a proposta de valor ao colaborador. 

A compatibilidade com a cultura organizacional deve ser avaliada com critérios inclusivos e relacionados ao trabalho, sem confundir aderência cultural com homogeneidade de perfis. 

5. Mais agilidade para o RH 

Para concluir a lista de benefícios, é importante mencionar o fato de que a estratégia pode agilizar os processos de RH e reduzir o tempo de contratação, que tende a ser longo.

Dados da SmartRecruiters mostram que 45% dos líderes de negócios consultados declararam dedicar mais da metade do tempo a tarefas de aquisição de talentos. O levantamento foi realizado com 533 profissionais de RH e de aquisição de talentos de empresas de médio porte nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Austrália. 

Neste caso, a gamificação pode acelerar a avaliação das habilidades e diminuir a necessidade de realizar múltiplas entrevistas. No final, a seleção transcorre mais rapidamente, o que poupa tempo e esforço não só do RH, mas também dos candidatos. 

Para obter esses benefícios, é essencial seguir um passo a passo que garanta uma implementação fluida dos jogos para seleção de candidatos.

Como implementar estratégias gamificadas no processo seletivo?

Com o seguinte passo a passo:

  1. Definição das competências desejadas para cada vaga; 
  2. Escolha das dinâmicas gamificadas, que variam conforme os objetivos da empresa e perfil dos candidatos; 
  3. Integração das novas estratégias com o processo seletivo atual; 
  4. Monitoramento dos resultados e implementação de possíveis ajustes.

Mais detalhes são descritos abaixo.

1. Definição das competências

O primeiro passo é definir o que a organização espera dos candidatos para as vagas. Em outras palavras, quais competências eles devem apresentar para serem considerados aptos para ocupar os cargos.

Esse processo é indispensável porque direciona as demais tarefas e faz com que o processo seletivo seja mais estratégico e fluido.

2. Escolha das dinâmicas 

O segundo passo é a escolha das dinâmicas gamificadas. Aqui, é possível usar diversos recursos, como quizzes online ou atividades em grupo. Em todo caso, o ideal é que sejam alinhadas aos objetivos e às competências para permitir a avaliação sem vieses.

3. Integração com o processo seletivo atual

O processo seletivo tradicional não deve ser abandonado em favor da gamificação. Na verdade, a prática ainda é indispensável. Por esse motivo, é indicado integrá-lo ao uso de jogos.

A ideia é usar recursos mais conservadores, como avaliação do histórico profissional e entrevistas com os gestores, junto com jogos para complementar a análise dos candidatos. 

4. Monitoramento dos resultados

O último passo é monitorar os resultados do recrutamento a partir da análise de indicadores de desempenho, como:

  • custo médio por contratação; 
  • tempo médio de preenchimento das vagas; 
  • taxa de satisfação dos candidatos com o processo seletivo; 
  • nível de engajamento; 
  • taxa de turnover, a rotatividade, nos primeiros meses após a contratação; 
  • retorno sobre o investimento (ROI). 

No final, é importante olhar os resultados de forma estratégica e pensar em possíveis melhorias para aumentar a eficiência do processo seletivo. Por exemplo, aderir a outra dinâmica de jogos.

Em todo caso, é necessário entender que a adoção da estratégia tende a vir acompanhada de certos desafios. 

Quais são os desafios do uso da gamificação para avaliação comportamental no recrutamento?

Os principais são a acessibilidade, o que pode causar resistência de certos profissionais a partir desse tipo de dinâmica. Outros desafios comuns são não confundir a diversão com o trabalho durante os processos, a competitividade exagerada e a complexidade de algumas das estratégias, o que tende a elevar os custos. 

Entenda melhor. 

1. Acessibilidade 

A estratégia pode criar barreiras para alguns candidatos caso a plataforma não seja acessível, não ofereça instruções claras, dependa de dispositivos ou conexão específicos, exija repertório prévio de jogos ou não disponibilize alternativas razoáveis de avaliação. 

De qualquer forma, é possível adaptar e estimular a adoção da inovação no RH com as práticas certas, como avaliar o perfil comportamental antes da aplicação e adaptar o processo seletivo às suas características.

2. Limite entre diversão e trabalho 

Outro ponto que pode ser desafiador é estabelecer um limite entre o entretenimento e a busca por resultados reais. Aqui, é importante lembrar que os jogos devem ser engajantes, mas conectados com a realidade do negócio.

Por esse motivo, não podem ser extremamente casuais. Caso contrário, há o risco de não surtirem o efeito desejado. Ao mesmo tempo, não podem ser muito sérios para não serem semelhantes aos processos tradicionais. 

Portanto, a chave para o sucesso é manter o equilíbrio e usar recursos pensados especificamente para o RH e criados por profissionais qualificados.  

3. Competitividade exagerada 

Ainda na lista dos possíveis desafios enfrentados, há a competitividade exagerada de alguns candidatos que pode causar dois efeitos negativos:

  • aumento da ansiedade devido ao desejo de pontuar e/ou ganhar, o que pode atrapalhar o desempenho; 
  • busca por truques que melhoram a performance, como alterar as respostas para que sejam mais alinhadas ao perfil desejado pela organização. 

De toda forma, esse desafio pode comprometer a eficiência do processo e a qualidade da seleção. 

4. Complexidade e custos iniciais

Por último, temos os custos iniciais para implementar a estratégia, que podem ser altos e, portanto, pouco viáveis para organizações de pequeno e médio porte. 

Outra situação desafiadora é a complexidade, uma vez que é necessário fazer uma avaliação completa das competências e dinâmicas a cada processo seletivo.

Senão, o recrutamento gamificado se torna genérico e pouco efetivo, uma vez que é insuficiente para avaliar as habilidades exigidas para cada vaga de forma individual. 

Para superar todos esses desafios, é importante contar com tecnologias para gamificação no RH que viabilizem a aplicação da estratégia. A seguir, explicamos o que buscar em um sistema do tipo e apresentamos uma dica de plataforma que cumpre com os requisitos. 

Como escolher tecnologias para gamificação no RH?

A ferramenta ideal é:

  • robusta e escalável ao ter uma alta capacidade de processamento e garantir a disponibilidade do sistema; 
  • segura, com medidas técnicas e administrativas adequadas à proteção de dados pessoais, como controle de acesso, autenticação, criptografia quando aplicável, registro de operações, gestão de fornecedores, prevenção de incidentes e políticas de retenção. A ferramenta também deve apoiar a empresa no cumprimento das obrigações previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD);
  • fácil de usar para assegurar a adesão por parte de uma variedade de perfis comportamentais; 
  • integrada aos outros sistemas do ecossistema do RH, principalmente de People Analytics para facilitar a análise dos candidatos. 

Uma plataforma que cumpre todos esses requisitos é a LG lugar de gente, mais especificamente com as Soluções Gamificadas e o módulo Recrutar e Selecionar. Além de promover a gamificação no recrutamento, a plataforma conta com recursos como:

  • centralização e automação do processo seletivo com abertura e triagem automatizadas dos currículos;
  • testes de fit comportamental; 
  • agentes de IA que fazem entrevistas por WhatsApp, análise de compatibilidade e agendamento automático integrado à agenda do recrutador.

Promova a inovação no seu RH, conte com a LG lugar de gente. Agende uma reunião com o nosso time comercial e solicite uma demonstração gratuita.

FAQ: Perguntas frequentes sobre gamificação no recrutamento

A gamificação realmente melhora a qualidade das contratações?

Quando bem aplicada, sim, pois a estratégia facilita a avaliação das competências dos candidatos, principalmente como eles as aplicam em possíveis situações do dia a dia corporativo, e promove o engajamento desde o início do processo seletivo. Porém, para ter bons resultados, é necessário planejar bem a adoção da prática.

Quais desafios do recrutamento tradicional a gamificação ajuda a resolver?

Problemas como a alta complexidade do processo de triagem e a duração dos testes aplicados nos candidatos. Outros desafios comuns na seleção tradicional são o baixo engajamento e o alto nível de desistência, o que pode causar a perda de talentos e de previsibilidade, além de estender o processo seletivo.

Quais habilidades podem ser avaliadas com jogos no recrutamento?

As principais são:

  • hard skills: as habilidades técnicas relacionadas ao cargo, como conhecimentos sobre um processo de negócios ou software;
  • soft skills: englobam as competências comportamentais, como capacidade para trabalhar sobre pressão e boa comunicação interpessoal;
  • fit cultural com a empresa: a compatibilidade com os valores adotados pela organização.

A gamificação substitui as entrevistas tradicionais?

Não. As entrevistas tradicionais, que podem ser feitas presencial ou remotamente, ainda são práticas essenciais para um bom processo seletivo. A gamificação surge como um complemento que permite que o RH avalie as competências dos candidatos. Portanto, o ideal é que ambas as estratégias sejam usadas em conjunto.

A gamificação aumenta a aderência do candidato ao processo seletivo?

Sim, porque traz mais dinamicidade para etapas mais longas do recrutamento, o que ajuda a manter os candidatos engajados e comprometidos em seguir para as próximas fases do processo. Adicionalmente, uma experiência clara, acessível e alinhada às competências da vaga pode melhorar a percepção dos candidatos sobre o processo e sobre a marca empregadora.

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