Solicite uma proposta

MARATONA DE PLANEJAMENTO DE RH 2027: Maturidade, dados e liderança: o RH humano na era da IA

Inscreva-se

BYOD: 8 passos para adotar a prática com segurança

Entenda o que é BYOD, conheça vantagens e riscos e confira dicas úteis para adotar a prática com segurança, governança e proteção de dados.

Sumário

  • Principais aprendizados
  • O que é BYOD?
  • Quais as vantagens e desvantagens do BYOD?
  • Como funciona a política de BYOD?
  • Como adotar a prática BYOD na empresa?
  • Como a LG lugar de gente viabiliza o BYOD pelo RH?
  • FAQ

Saber o que é BYOD tornou-se essencial para organizações que buscam mais flexibilidade, mobilidade e produtividade em um cenário cada vez mais marcado por trabalho remoto, modelos híbridos e uso intensivo de tecnologia.

Aliás, a possibilidade de permitir que os colaboradores utilizem seus próprios dispositivos no ambiente corporativo já faz parte da realidade de muitas empresas. Essa prática transformou a maneira como as pessoas acessam sistemas, informações e processos.

Executivos e líderes, inclusive, reconhecem que essa prática pode ampliar eficiência, reduzir custos e melhorar a experiência do colaborador. Porém, também entendem que esses ganhos só se sustentam quando há estratégia, governança e segurança da informação por trás da decisão.

Neste artigo, saiba como adotar a prática BYOD, quais cuidados são indispensáveis e de que forma é possível estruturar políticas que equilibrem liberdade, controle e proteção de dados.

Principais aprendizados

  • O conceito de Bring Your Own Device amplia flexibilidade, mobilidade e produtividade, mas exige planejamento, governança e alinhamento estratégico.
  • Compreender as vantagens e desvantagens do BYOD é essencial para equilibrar ganhos operacionais e riscos de segurança da informação.
  • Saber como funciona a política de BYOD ajuda a definir regras, responsabilidades, níveis de acesso e proteção de dados.
  • LGPD, controle de acesso e governança de dados são os pilares de uma implementação segura.
  • Plataformas em nuvem e soluções integradas viabilizam a mobilidade, o autoatendimento e a proteção das informações.

O que é BYOD?

É a prática que permite ao colaborador utilizar dispositivos pessoais no ambiente corporativo, como smartphones, notebooks e tablets, para acessar sistemas e informações da empresa. Integrada à transformação digital, essa abordagem favorece a mobilidade, trabalho remoto e modelos híbridos, desde que acompanhada por políticas, controles e soluções de segurança adequadas.

BYOD significa Bring Your Own Device ( “traga seu próprio dispositivo”, em português) e ganhou força globalmente à medida que as organizações passaram a valorizar flexibilidade e produtividade.

Um relatório da Cisco, por exemplo, indica que 95% das empresas de TI e negócios nos Estados Unidos já permitem o uso de dispositivos próprios no trabalho. A informação obtida pela líder mundial em TI e redes reforça essa tendência, ainda que cercada de debates sobre proteção de dados e governança.

Quais as vantagens e desvantagens do BYOD?

Ao oferecer mais flexibilidade e mobilidade, essa prática pode ampliar a produtividade no trabalho. Porém, também exige atenção aos riscos de segurança, padronização e governança. Quando bem estruturada, gera ganhos para empresa e colaboradores; quando mal planejada, pode expor dados sensíveis e aumentar a complexidade da gestão de TI.

PúblicoVantagensDesvantagens
RHRedução de custos com equipamentos;Maior agilidade operacional;Apoio a modelos remoto e híbrido;Maior atratividade da empresa.Desafios de governança;Necessidade de políticas próprias;Maior dependência de integração com TI.
ColaboradoresFlexibilidade;Familiaridade com o dispositivo;Mais autonomia;Acesso facilitado aos sistemas.Responsabilidade sobre atualizações;Possíveis custos pessoais;Exigências de conformidade com políticas.

Sobre as vantagens para as empresas, entenda mais a seguir.

Redução na infraestrutura

A prática reduz a necessidade de aquisição e manutenção de equipamentos corporativos, o que é positivo em empresas com grande volume de colaboradores e orçamento limitado para compra e renovação de dispositivos próprios.

“Imagine o aumento do potencial tecnológico que essa empresa teria se pudesse contar com os equipamentos dos colaboradores. O negócio se tornaria escalável muito mais rapidamente, sem a necessidade de fazer grandes investimentos”, destaca Marcello Porto, diretor de produtos, inovação e IA da LG lugar de gente.

Redução de custos e novos cuidados com segurança

Além da infraestrutura, diminuem os custos de gestão de TI, como troca de equipamentos e conectividade fora do ambiente corporativo, que passam a ser responsabilidade do funcionário.

“Com a mobilidade, o consumo de rede também é reduzido, pois os colaboradores não têm a necessidade de utilizar a infraestrutura da empresa para acesso aos serviços”, avalia o diretor.

Por outro lado, Porto ressalta que a TI precisa reforçar a governança da informação e que os usuários devem manter seus dispositivos atualizados.

“A política de segurança digital e privacidade deve ser clara e compreendida por todos. Inclusive, deve fazer parte do regimento interno da companhia. Ferramentas de computação em nuvem também podem ajudar a impedir que eventuais brechas de segurança nos equipamentos do usuário possam comprometer a confiabilidade dos sistemas internos”, completa.

Alta disponibilidade e acesso contínuo

Outra vantagem é a possibilidade de acesso aos sistemas a qualquer momento e local, o que favorece operações distribuídas.

“Por exemplo, uma empresa que possui uma mina de sal e no local não há internet, como os colaboradores podem marcar o ponto eletronicamente? Com um aplicativo de geolocalização seria possível realizar a marcação de ponto offline, mesmo que o smartphone não esteja conectado à internet”, garante Porto.

Dessa forma, para que a política de uso de dispositivos funcione com segurança, é essencial classificar os riscos e a sensibilidade das informações.

“Existem dados que necessitam de maiores cuidados e requerem um alto nível de proteção. Assim, é possível entender o que pode ser acessado em dispositivos pessoais, o que deve ser realizado apenas na rede da organização e que tipo de informação deve ser restrita a um pequeno grupo de colaboradores”, completa.

Como funciona a política de BYOD?

Funciona a partir da definição de regras, responsabilidades e mecanismos de controle para o uso dos dispositivos pessoais dos colaboradores no ambiente corporativo. Assim, essa prática deve incluir:

  1. Segurança da informação;
  2. Conformidade com a LGPD;
  3. Controle de acesso e autenticação;
  4. Padronização de processos;
  5. Governança de dados.

1. Segurança da informação

A política precisa estabelecer requisitos mínimos de proteção para dispositivos pessoais, como uso de senhas fortes, criptografia, bloqueio automático de tela, antivírus e atualizações frequentes.

Recomenda-se adotar soluções de gestão de dispositivos móveis (MDM), que permitem aplicar configurações de segurança, apagar dados remotamente em caso de perda e restringir aplicativos não autorizados.

2. Conformidade com a LGPD

O uso dos dispositivos deve respeitar os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados, para garantir que os dados pessoais e corporativos sejam tratados apenas para finalidades legítimas.

Desse modo, a política precisa definir responsabilidades, orientar colaboradores sobre boas práticas e prever procedimentos para incidentes de segurança e vazamento de dados.

3. Controle de acesso e autenticação

Nem todas as informações devem estar disponíveis em dispositivos pessoais. Portanto, é essencial estabelecer níveis de acesso conforme o perfil do usuário e a sensibilidade dos dados.

O uso de autenticação multifator, perfis de permissão e segmentação de sistemas, por exemplo, reduz riscos e limita impactos em caso de comprometimento do dispositivo.

4. Padronização de processos

A empresa deve definir quais sistemas os colaboradores podem acessar com seus equipamentos. Além disso, precisa estabelecer como vai ocorrer o suporte técnico, quais configurações são obrigatórias e quais comportamentos são proibidos.

Essa padronização evita interpretações diferentes, garante previsibilidade operacional e facilita a gestão do ambiente tecnológico.

5. Governança de dados

A governança estabelece quem pode criar, acessar, modificar e compartilhar informações, além de definir ciclos de vida dos dados, critérios de retenção e descarte.

Nesse contexto, a prática assegura que os dados corporativos permaneçam sob controle da organização, mesmo quando os funcionários os acessam a partir de seus dispositivos pessoais.

Como adotar a prática BYOD na empresa?

A implementação exige planejamento, alinhamento entre áreas e definição clara de regras. O passo a passo inclui:

  1. Avaliar a maturidade digital e a cultura organizacional;
  2. Mapear os riscos e tipos de dados envolvidos;
  3. Definir o escopo e os objetivos;
  4. Criar uma política formal de uso;
  5. Estabelecer requisitos de segurança;
  6. Implantar soluções de controle e monitoramento;
  7. Comunicar e treinar os colaboradores;
  8. Revisar e atualizar a política periodicamente.

Para o diretor de produtos, inovação e IA da LG lugar de gente, a empresa precisa avaliar sua cultura e estar atenta às determinações da legislação trabalhista brasileira (CLT).

Porto também reforça que é necessário considerar alguns aspectos técnicos. “O principal é o controle sobre a estrutura digital da empresa. É necessário estabelecer políticas de uso de recursos e estratégias de segurança para atender esse cenário”, explica.

Como a LG lugar de gente viabiliza o BYOD pelo RH?

A adoção dessa prática exige o uso de tecnologia de ponta. Dessa forma, é fundamental que a empresa conte com uma plataforma em nuvem que ofereça mobilidade, autoatendimento e acesso seguro às informações, sem comprometer a governança de dados e a eficiência dos processos internos.

A LG lugar de gente conecta pessoas, sistemas e dados em um ecossistema único, para que os colaboradores utilizem seus próprios dispositivos para acessar serviços, como ponto e frequência, holerite, férias, benefícios, comunicação com o RH e outros processos essenciais.

Assim, a empresa ganha flexibilidade, escalabilidade e produtividade, sem abrir mão de compliance e proteção das informações.

Conheça a Jornada Completa de RH da LG lugar de gente e descubra como viabilizar essa política com segurança e eficiência.

FAQ

BYOD é seguro para dados corporativos?

Sim, desde que a empresa adote políticas bem definidas, além de controles de acesso, criptografia, autenticação multifator e soluções de gestão de dispositivos. Com esses recursos, é possível proteger dados, limitar permissões, monitorar acessos e reduzir significativamente os riscos de vazamento ou uso indevido de informações.

Quais áreas da empresa mais se beneficiam do BYOD?

RH, vendas, operações, áreas externas, atendimento ao cliente e equipes que trabalham em modelo híbrido ou home office tendem a se beneficiar mais. Essas áreas ganham mais mobilidade, acesso rápido aos sistemas necessários, redução de custos com equipamentos, além de agilidade nos processos operacionais do dia a dia.

É obrigatório ter uma política de BYOD?

Sim. Uma política com regras bem estruturadas é essencial para definir normas, responsabilidades, padrões de segurança, limites de uso e conformidade legal. Sem esse documento, a empresa fica mais exposta a riscos de vazamento de dados, além de falhas de segurança e problemas de governança.

Qual a diferença entre BYOD e dispositivos corporativos?

No modelo Bring Your Own Device, o colaborador utiliza seu próprio dispositivo para atividades profissionais e deve seguir as regras que a empresa definir. Já nos dispositivos corporativos, a organização fornece, configura e gerencia todos os equipamentos, além de assumir integralmente custos, manutenção e controle.

Avalie o artigo