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Quiet quitting: quais são os impactos para as empresas?

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Quiet quitting é um termo que se tornou bastante popular nos últimos tempos e representa um sério problema para a cultura organizacional, a chamada demissão silenciosa.

Este problema costuma começar com a falta de engajamento. Aliás, o relatório State of the Global Workplace: 2025”, da Gallup, aponta que profissionais que não mostram sinais óbvios de engajamento estão em um processo de demissão silenciosa.

E a grande questão é que a taxa de funcionários realmente engajados caiu para 21% em 2024, segundo o mesmo estudo. Ainda de acordo com o levantamento, cerca de 50% dos trabalhadores procuram ativamente por um novo emprego. 

E, sim, essa tendência pode trazer consequências negativas, especialmente econômicas. Veja no artigo a seguir quais são os impactos do quiet quitting para as empresas, além de dicas de como identificar os sinais desse comportamento no dia a dia organizacional e como preveni-lo de forma estratégica.

Principais aprendizados deste artigo

  • Quiet quitting significa demissão silenciosa e acontece quando um colaborador decide parar de se engajar mais do que o necessário no trabalho, limitando sua atuação às responsabilidades mínimas do cargo.
  • A falta de engajamento pode ser causada por vários fatores, como clima organizacional ruim ou falta de reconhecimento por parte da liderança, além de sobrecarga de trabalho e falhas na comunicação interna. 
  • Ferramentas como pesquisas de clima e avaliações de desempenho ajudam a identificar a demissão silenciosa, permitindo acompanhar mudanças no comportamento e na produtividade dos colaboradores.
  • Estratégias que estimulam a retenção de talentos, melhoram a saúde mental no trabalho e valorizam o desenvolvimento podem ajudar a evitar a prática. 
  • As ferramentas de people analytics também são úteis, pois fornecem dados que permitem visualizar os níveis de engajamento e produtividade da organização, apoiando decisões mais estratégicas do RH.

O que é quiet quitting?

O termo significa demissão silenciosa, em português, e ocorre quando há uma diminuição do engajamento até chegar ao ponto em que o profissional faz somente o que é estritamente necessário. Em outras palavras, ele não vai além das suas obrigações e passa a limitar sua atuação às responsabilidades básicas do cargo

Um bom exemplo é quando um colaborador para gradualmente de se engajar nas reuniões ou, ao executar qualquer projeto, evita dar qualquer opinião para não assumir responsabilidades adicionais ou protagonismo nas atividades. As principais causas para a popularidade dessa prática incluem:

Agora que você já entendeu o que é quiet quitting, veja como a prática pode impactar negativamente as empresas.

Quais são os impactos do quiet quitting para as empresas?

Só em 2024, as organizações perderam mais de 400 bilhões de dólares em produtividade por causa do baixo engajamento, segundo o relatório que apresentamos no começo deste artigo. E o prejuízo pode ser ainda maior devido a outros custos relacionados à demissão silenciosa, como verbas rescisórias. 

Ainda é preciso considerar as despesas com a abertura de processos de recrutamento e seleção e o onboarding de novos colaboradores.

Outro impacto negativo é a perda de talentos, que pode prejudicar a qualidade dos serviços prestados e reduzir, consideravelmente, a produtividade

Por último, a prática pode afetar o clima organizacional. Isso porque cria um ambiente de trabalho desfavorável, no qual as pessoas demonstram pouco interesse em crescer, o que desmotiva toda a equipe.

Como identificar o quiet quitting?

É possível identificar quando a organização sofre com o quiet quitting a partir de práticas estruturadas de gestão, como:

  • fazer avaliações de desempenho constantes para monitorar a performance da equipe;
  • aplicar pesquisas de clima para entender a percepção dos profissionais sobre o ambiente;
  • verificar o nível de engajamento dos colaboradores em busca de mudanças drásticas;
  • monitorar as faltas sem justificativa e atrasos. 

Adicionalmente, vale a pena observar com atenção atitudes como aumento das reclamações, funcionários que começam a se isolar dos colegas e problemas na comunicação. 

Caso esses sinais estejam presentes na organização, continue a leitura, pois apresentamos quatro dicas práticas de como evitar esse comportamento

Como evitar a demissão silenciosa?

As melhores estratégias envolvem:

  1. Criar uma política de retenção de talentos;
  2. Cuidar da saúde mental no trabalho;
  3. Criar uma cultura organizacional que valoriza desenvolvimento profissional; 
  4. Usar a tecnologia ao seu favor. 

A seguir, detalhamos como colocar cada uma dessas estratégias em prática.

1. Criar uma política de retenção de talentos

A primeira dica de como evitar a demissão silenciosa é estabelecer uma política de retenção de talentos. Na prática, trata-se de estratégias estruturadas com o objetivo de atrair os melhores profissionais e mantê-los satisfeitos e engajados com a empresa.

Algumas atitudes que você pode adotar são oferecer benefícios flexíveis, criar programas de capacitação profissional, oferecer recompensas pelas metas alcançadas e oferecer um plano de carreira. 

2. Cuidar da saúde mental no trabalho

Outra atitude que ajuda a evitar a demissão silenciosa é cuidar da saúde mental dos colaboradores, com a promoção de um ambiente positivo e acolhedor. 

Adicionalmente, é bom ouvir o que os funcionários têm a dizer a fim de  entender o que pode melhorar na organização e como reduzir o estresse no dia a dia.

3. Criar uma cultura organizacional que valoriza o desenvolvimento profissional

A terceira dica é ter uma cultura organizacional centrada no desenvolvimento dos colaboradores. Ou seja, fazer com que o crescimento dos profissionais, o que envolve o estudo de novas habilidades e a progressão de cargos, torne-se o foco da empresa.

Essa atitude ajuda no engajamento, pois dá uma perspectiva de evolução na companhia. Como resultado, os funcionários tendem a se dedicar mais ao trabalho. 

4. Usar a tecnologia ao seu favor

Por último, temos o uso da tecnologia. Uma boa plataforma de People Analytics, como a solução da LG lugar de gente, permite que a empresa colete e analise dados para orientar a tomada de decisões.

Por exemplo, o software dá uma visão sobre quais colaboradores tiveram uma queda na produtividade, quais faltaram mais no último mês e quais tiveram, ou fizeram, mais reclamações. 

Ao mesmo tempo, o sistema ajuda a entender quais são os melhores benefícios para um programa de retenção, com base nas informações das pessoas, ou quais profissionais tiveram uma melhor performance.

Que tal ver como o Analytics da LG lugar de gente ajuda você a tomar decisões mais assertivas? Converse com o nosso time comercial e receba uma proposta personalizada!

FAQ: Principais perguntas sobre quiet quitting

Quais são os prejuízos da demissão silenciosa para uma empresa?

A demissão silenciosa impacta negativamente a saúde financeira da empresa, já que gera prejuízos relacionados à queda da produtividade, ao pagamento de verbas rescisórias e à necessidade de abertura de novos processos seletivos, quando o desligamento é finalizado. A prática também gera perda de talentos e impacta negativamente o clima organizacional.

Como saber se existe um movimento de demissão silenciosa na empresa?

Identificar a demissão silenciosa envolve práticas como:

  • aplicação de pesquisas de clima;
  • uso de avaliações de desempenho frequentes;
  • monitoramento do nível de engajamento;
  • acompanhamento das faltas e atrasos;
  • avaliação das reclamações recorrentes e problemas de comunicação interna.

Quais estratégias podem ser utilizadas para prevenir a demissão silenciosa?

As principais estratégias envolvem:

  • uso de sistemas de análise de dados para monitorar o desempenho e o clima organizacional;
  • criação de uma política de retenção de talentos;
  • cuidado com a saúde mental no trabalho dos colaboradores;
  • criação de uma cultura organizacional que valoriza o desenvolvimento profissional.

Como a saúde mental no trabalho está relacionada à demissão silenciosa?

A saúde mental no trabalho está relacionada à demissão silenciosa porque afeta os níveis de engajamento. Problemas como estresse diário e sentimentos de tristeza, solidão e desvalorização profissional podem fazer com que os colaboradores se sintam menos valorizados e, por esse motivo, deixem de se esforçar para continuar na companhia.

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Foto de Flaviane Paiva

Flaviane Paiva

Gerente de Marketing da LG lugar de gente, jornalista por formação, com mais de 15 anos de experiência acompanhando as transformações da tecnologia aplicada à gestão do capital humano. Ao longo dessa trajetória, tenho liderado times, enfrentado desafios diversos e me aprofundado em temas de liderança, o que me levou a concluir um MBA em Liderança Estratégica.

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